Aos meus alunos do 3 ano
Vejam pesquisa no link abaixo que fala sobre o consumo cultural do carioca. Faz parte do conteúdo que estamos trabalhando em sala de aula.
http://oglobo.globo.com/cultura/pesquisa-mapeia-habitos-culturais-do-carioca-em-2015-19411350
"A Educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda" Paulo Freire
Sejam Bem Vindos!
Este blog foi criado para melhor interação com meus alunos do Ensino Médio, facilitando a comunicação, troca de infromações e conteúdos. Espero que seja útil a todos que se interessam pelos temas abordados.
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terça-feira, 21 de março de 2017
quarta-feira, 22 de junho de 2016
APOSTILA SOCIOLOGIA - 3 ANO
Olá alunos das turmas 3001, 3002, 3004, 3005, 3006 e 3007, segue abaixo link para a apostila de Sociologia: CULTURA, CONSUMO E COMUNICAÇÃO DE MASSA.
http://www.4shared.com/account/home.jsp#dir=Qkwy3XwC
Qualquer dúvida, entrem em contato.
Elciana
segunda-feira, 30 de março de 2015
Apostila 3 série
Olá pessoal,
A apostila de apoio do primeiro bimestre encontra-se disponível para baixar no link abaixo.
Bom estudo!
http://www.4shared.com/office/tI56_Y8Dce/Caderno_do_Aluno_-_Sociologia_.html
sábado, 29 de março de 2014
Painel coletivo - Indústria Cultural
Trabalhos dos alunos do 3º ano Ensino Médio do CE Matias Neto.
Tema:
COPA DO MUNDO: UMA INDÚSTRIA CULTURAL MOVIDA A PAIXÃO
Parabéns a todos que se dedicaram, pois com certeza aprenderam um pouco mais sobre o assunto Indústria Cultural.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Apostila 3º ano - Cultura
Caros alunos 3º ano,
Segue link para download da apostila do 1º bimestre.
http://www.ziddu.com/download/23574698/ApostilaIdeologiasculturaindustriacultural.doc.html
Bons estudos!
Segue link para download da apostila do 1º bimestre.
http://www.ziddu.com/download/23574698/ApostilaIdeologiasculturaindustriacultural.doc.html
Bons estudos!
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Bienal do Livro 2013
Boa tarde galera,
Aí estão algumas fotos da nossa visita a Bienal do Livro em 05/09/13.
Aproveito a oportunidade para parabenizar a todos os alunos que foram a Bienal pelo excelente comportamento. Vocês foram nota 10!
Aí estão algumas fotos da nossa visita a Bienal do Livro em 05/09/13.
Aproveito a oportunidade para parabenizar a todos os alunos que foram a Bienal pelo excelente comportamento. Vocês foram nota 10!
segunda-feira, 18 de março de 2013
Mídia, cultura e política no Brasil
Ao se abordar a temática da
indústria cultural no Brasil, obrigatoriamente tem-se de retratar o papel da
televisão brasileira. Torna-se, então, pertinente acompanharmos o trecho do
texto de Marco Antonio Bettine de Almeida, “Aspectos teóricos da indústria
cultural e a televisão no Brasil”.
A
TELEVISÃO COMO CONSOLIDAÇÃO DA INDÚSTRIA CULTURAL NO CENÁRIO
BRASILEIRO
Foi com os militares que tivemos um amplo
avanço da indústria cultural no Brasil (ALMEIDA e GUTIERREZ, 2005), através da
incorporação e importação de todo o aparato tecnológico ligado às artes
audiovisuais, principalmente a televisão. Esta é claro, já existia há algum
tempo no país, a novidade daquela época era seu poder e alcance, em grande parte
determinada por sua organização verdadeiramente moderna e pelo irrestrito apoio
estatal a seu crescimento que, de tão intenso, chegou a provocar profundo
impacto tanto no modo de ser da experiência cultural – afetando, em alguns
casos, o destino de obras de outros gêneros (teatro, artes plásticas, músicas,
poesia) –, quanto na própria situação material do produtor de
cultura.
No teatro, na música e na
poesia a arte audiovisual se fazia presente, com textos fotográficos, dinâmicos
e urbanos, com sons que descreviam histórias, fatos e acontecimentos em imagens,
com peças que esboçavam o fascínio, as cores e o Brasil. A televisão influenciou
todo o ramo artístico, era o novo meio de comunicação, com uma abrangência
assustadora, levando à incorporação de artistas e técnicos que viam na televisão
uma nova estética, um novo meio de fazer arte. Um novo meio de reprodutibilidade
técnica, já que não necessitava mais do palco para fazer teatro, existia agora a
reprodução das imagens em forma de tela.
A indústria cultural através
da televisão incorporou a arte nacional-popular. O mercado introduziu na sua
programação as expressões nacionais-populares – poesia marginal, cinema novo,
teatro do oprimido, Centro Popular de Cultura, UNE-volante, tropicália – e
transformou-as, através do processo de colonização – num mercado de consumo
ligado ao nacionalismo e desenvolvimentismo com propagandas governamentais. O
exemplo clássico deste nacionalismo sem engajamento, juntamente com o
afastamento da estética e a desistência de algo inovador foram as
novelas.
"Neste processo de
industrialização todos os mecanismos são transformados em mercadorias, a
emancipação feminina, a liberdade sexual, todos estes discursos nascidos dos
artistas de esquerda perderam o seu caráter subversivo na era da indústria
cultural. Esse aproveitamento conservador do sexo pelo mercado coexiste com o
velho conservadorismo a glorificar a tradição, família e propriedade. Vivendo as
tradições do passado e a apologia da liberação sexual nas telenovelas" (RIDENTI,
1999, p.238).
Estes são motivos suficientes
para demonstrar a força e a importância da televisão no Brasil. As novelas foram
a grande invenção nacional. Capazes de prender mais de 70% dos telespectadores,
com seu linguajar cotidiano, temas da vida privada e unicidade cultural. As
novelas propiciaram tal conjunção com o público que as mulheres aprenderam a se
vestir como os personagens e as adolescentes aprenderam a querer seus sonhos
modernos. Segundo Kornis (2001, p.11) em 1964, quando a história da televisão
brasileira começaria, o Brasil tinha 34 estações de TV e 1,8 milhão de aparelhos
receptores. Em 1978, já eram 15 milhões de receptores. Em 1987, 31 milhões de
televisores se espalhavam pelo País, dos quais 12,5 milhões em cores. Hoje,
trata-se do sexto maior parque de receptores instalados no
mundo.
Depois de 1980, quando se
inicia o processo de redemocratização, segundo Ridenti (1999), há uma ampliação
dos bens culturais industrializados, pois se há o fortalecimento da indústria
cultural com os militares é no período de abertura política que ela chega ao seu
apogeu. Sem a censura os filmes, livros e programas nacionais e internacionais
tiveram a possibilidade de serem divulgados amplamente. Com a abertura política
ficou mais fácil a penetração dos bens culturais de massa a serem lançados e
consumidos pela população.
A abertura política, no começo
da década de 1980, propiciou um desenvolvimento vertiginoso da indústria
cultural, em função principalmente dos investimentos que já tinham sido
realizados durante o regime militar na área das comunicações, sempre sob
controle dos órgãos de censura. Porém, é preciso ter presente que enquanto a
expressão típica da industria cultural no regime militar caracterizou-se pelo
nacional-desenvolvimentismo, a industria cultural na redemocratização e nos
períodos subseqüentes foi marcada pela globalização e pelo fim da censura. Estes
dois acontecimentos mostraram ser o casamento perfeito para o desenvolvimento da
Industria Cultural brasileira, tendo como carro chefe a
televisão.
Conclusão
REVISTA DIGITAL - Buenos Aires -
Año 13 - Nº 121 - Junio de 2008 - http://www.efdeportes.com/efd121/aspectos-teoricos-da-industria-cultural-e-a-televisao-no-brasil.htm
acesso em 23/04/2011, 19:10 h (fragmento)
15. A partir do texto apresentado
e das reflexões sobre a indústria cultural, pode-se afirmar que a televisão é
benéfica ou maléfica para a sociedade brasileira? Discuta com seus colegas e
registre suas conclusões.
Cinema para Todos - CE Matias Neto - 28/02/13
Aula de campo - C.E. Matias Neto
Filme: Uma História de Amor e Fúria
Sinopse e detalhes
Um homem (Selton Mello) com quase 600 anos de idade acompanha a história do Brasil, enquanto procura a ressurreição de sua amada Janaína (Camila Pitanga). Ele enfrenta as batalhas entre tupinambás e tupiniquins, antes dos portugueses chegarem ao país, e passa pela Balaiada e o movimento de resistência contra a ditadura militar, antes de enfrentar a guerra pela água em 2096.
terça-feira, 12 de março de 2013
Ideologia, Cultura de Massa e Indústria Cultural
Por definição geral, Ideologia é o conjunto de idéias,
pensamentos, doutrinas e visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo,
orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas e que conduz os
homens à ação.
Ideologia é um Fenômeno complexo que privilegia a aparência das coisas. Ela encobre ou dificulta o conhecimento da realidade social, não nos deixando vê-la como é.
Segundo André Pessoa, “As ideologias não buscam a verdade, e sim o poder. Extraem da realidade somente aquilo que lhes é útil, para compor sua argumentação baseada em meias-verdades ou verdades distorcidas, com vistas a alcançar, a médio ou longo prazo, seus interesses” (http://www.portaldafamilia.or/).
Ideologia é o grande sofisma social a transformar as chagas em flores, e as justiças em rituais rotineiros (LEITE, 2007).
A ideologia emerge das instituições em geral (escola, família, Estado, religião, Empresas, Associações) que estabelecem normas para as relações sociais, por meio de agentes definidos: políticos, pastores, padres, patrões, pais etc). Mas, ao mesmo tempo que emerge dessas instituições, ela também imerge, no sentido de fazer com que elas se mantenham exatamente como estão, sem modificações profundas, o que garantirá a perpetuação dos indivíduos ou grupos que já estão n poder.
Marilena Chauí, analisando a questão da Ideologia afirma que “A função principal da ideologia é ocultar e dissimular as divisões sociais e políticas, dar-lhes a aparência de indivisão e de diferenças naturais entre os seres humanos. Indivisão: apesar da divisão social das classes, somos levados a crer que somos todos iguais porque participamos da idéia de “humanidade”, ou da idéia de “nação’ e “pátria”, ou da idéia de “raça”, etc. Diferenças naturais: somos levados a crer que as desigualdades sociais, econômicas e políticas não são produzidas pela divisão social das classes, mas por diferenças individuais dos talentos e das capacidades, da inteligência, da força de vontade maior ou menor”.
Argumenta ainda que “ A produção ideológica da ilusão social tem como finalidade fazer com que todas as classes sociais aceitem as condições em que vivem, julgando-as naturais, normais, corretas, justas, sem pretender transformá-las ou conhecê-las realmente, sem levar em conta que há uma contradição profunda entre as condições reais em que vivemos e as idéias”.
A idéia de Pátria, constantemente esconde e ao mesmo tempo demonstra a existência de ideologias. “Essa concepção é marcada por “apropriações” (alguns se acham donas da pátria); “manipulações” (as ações são conduzidas pelos interesses dominantes); por “Interpretações” (explicam-na de acordo com suas convêniências)”, conforme (CORDI, 2007).
Karl Marx, costumava dizer que a Ideologia era um “instrumento de dominação que age através do convencimento (e não da força), de forma prescritiva, alienando a consciência humana e mascarando a realidade”.
Em sua teoria, Marx “concebe a mesma como uma consciência falsa, proveniente da divisão do trabalho manual e intelectual. Nessa divisão, surgem os ideólogos ou intelectuais que passam através de idéias impostas a dominar através das relações de produção e das classes que esses criam na sociedade” (FEUERBACH, 2002).
“Os homens fazem a História, mas o fazem em condições determinadas”, isto é, que não foram escolhidas por eles. Os homens fazem a História, mas não sabem que a fazem” (Karl Marx).
Cordi, também abordando esse assunto, afirma que “Semelhantemente a uma máscara, a ideologia encobre o conhecimento, retardando-o. Não nos deixa ver a realidade como é de fato. Vivemos mergulhados em ideologia e não nos damos conta disso. A partir dela pensamos, embora nem sempre pensamos sobre ela” (CORDI, 2007).
Um exemplo de “descoberta de ideologia do Estado” que tem sido sempre citada é o caso dos “caras pintadas”, no impeachtment de Collor. Eles “denunciaram” a idéia marqueteira de pátria e patriotismo que emanava do circuito do poder.
Mas, será que de fato foi isso que ocorreu? Será que os “Caras pintadas” não estavam sendo, na verdade, manipulados, ideologicamente, por grupos poderosos - econômicos e políticos -, que tinham interesses que foram atrapalhados por Collor?
Em última análise, a Ideologia pode ser comparada à uma “Teoria da Conspiração”.
1.1 ESCOLA DE FRANKFURT
A Escola de Frankfurt é nome dado a um grupo de filósofos e cientistas sociais de tendências marxistas que se encontram no final dos anos 1920. A Escola de Frankfurt se associa diretamente à chamada Teoria Crítica da Sociedade. Deve-se à Escola de Frankfurt a criação de conceitos como "indústria cultural" e "cultura de massa".
1.1.1 CULTURA DE MASSA
Chama-se cultura de massa toda cultura produzida para as massas — a despeito de heterogeneidades sociais, étnicas, etárias, sexuais ou psicológicas — e veiculada pelos meios de comunicação de massa.
Como conseqüência das tecnologias de comunicação aparecidas no século XX, e das circunstâncias geopolíticas configuradas na mesma época, a cultura de massa desenvolveu-se a ponto de ofuscar os outros tipos de cultura anteriores e alternativos a ela.
Antes de haver a linguagem do cinema, rádio e TV, falava-se em cultura popular, em oposição à cultura erudita das classes aristocráticas; em cultura nacional, componente da identidade de um povo; em cultura clássica, conjunto historicamente definido de valores estéticos e morais; e num número tal de culturas que, juntas e interagindo, formavam identidades diferenciadas das populações.
A chegada da cultura de massa, porém, acaba submetendo as demais “culturas” a um projeto comum e homogêneo — ou pelo menos pretende essa submissão. Por ser produto de uma indústria de porte internacional (e, mais tarde, global), a cultura elaborada pelos vários veículos então surgentes esteve sempre ligada intrinsecamente ao poder econômico do capital industrial e financeiro. A massificação cultural, para melhor servir esse capital, requereu a repressão às demais formas de cultura — de forma que os valores apreciados passassem a ser apenas os compartilhados pela massa.
1.1.2 INDÚSTRIA CULTURAL
Termo cunhado pelos filósofos e sociólogos alemães Theodor Adorno (1903-1969) e Max Horkheimer (1895-1973), membros da Escola de Frankfurt. O termo aparece na obra Dialética do Esclarecimento), de 1947.
Neste capítulo os autores analisam a produção e a função da cultura no capitalismo. Os autores criaram o conceito de Indústria Cultural para definir a conversão da cultura em mercadoria. O conceito não se refere aos veículos (televisão, jornais, rádio...), mas ao uso dessas tecnologias por parte da classe dominante. A produção cultural e intelectual passa a ser guiada pela possibilidade de consumo mercadológico.
O vídeo a seguir trata da ideologia sendo repassada por meio de mensagens subliminares. As crianças são as maiores vítimas desse tipo de "imposição doutrinária". Os meios de comunicação também utilizam - explicita ou sorrateiramente - esse tipo de metodologia de "formação de identidade". Poderíamos classificar como "covardia" esse método, porque é algo que não possibilita a negação ou a rejeição; simplesmente nosso sub-consciente capta as informações, quer queiramos ou não. A Rede Globo, por exemplo, está totalmente empenhada na divulgação da "normalidade" da homoxessualidade e do espiritismo. Não se trata, neste momento, de juízo de valores (certo ou errado), mas de ser justo ou não um veículo tão poderoso empenhar-se, na maioria de seus programas e novelas, na divulgação "subliminar" desses ideais. Tudo isso explica adolescentes (homem com homem e mulher com mulher) se permitirem beijar, uns aos outros, em plena parada de ônibus repleta de pessoas. Mas, o que evidencia mais ainda essa "cultura da normalidade" é que as pessoas já não estão mais olhando com um olhar diferenciado ou até de reprovação. Tudo passa a ser ideologicamente normal.
Fonte:http://filosofiacalvinista.blogspot.com.br/2009/06/ideologia-cultura-de-massa-e-industria.html
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Cultura
Cultura é tudo aquilo que resulta da criação humana
No senso comum, cultura adquire diversos significados: grande conhecimento de determinado assunto, arte, ciência, “fulano de tal tem cultura”.
Aos olhos da Sociologia, cultura é tudo aquilo que resulta da criação humana. São ideias, artefatos, costumes, leis, crenças morais, conhecimento, adquirido a partir do convívio social.
Só o homem possui cultura.
Seja a sociedade simples ou complexa, todas possuem sua forma de expressar, pensar, agir e sentir, portanto, todas têm sua própria cultura, o seu modo de vida.
Não existe cultura superior ou inferior, melhor ou pior, mas sim culturas diferentes.
As funções da cultura são:
- satisfazer as necessidades humanas;
- limitar normativamente essas necessidades;
- implica em alguma forma de violação da condição natural do homem. Por exemplo: paletó e gravata são incompatíveis com clima quente; privar-se de boa alimentação em prol da ostentação de um símbolo de prestígio, como um automóvel; pressão social para que tanto homens quanto mulheres atinjam o ideal de beleza física.
O que é belo numa sociedade poderá ser feio em outro contexto cultural.
Já o conceito de cultura de massa pode ser definido como padrões compartilhados pela maioria dos indivíduos, independente da renda, instrução, ocupação etc.
Cultura de massa é produto da indústria cultural, tipicamente de sociedades capitalistas; refere-se aspectos superficiais de lazer, gosto artístico e vestuário.
A indústria cultural está sempre “fabricando” modas e gostos, a cultura de massa só é viável em razão da invenção da comunicação em massa.
Fonte: Orson Camargo (Colaborador Brasil Escola)
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
A origem do Halloween
O Dia das Bruxas chegou. É Halloween. Um dos dias mais festejados pelos americanos e canadenses do ano, mas é famoso também na Irlanda e Reino Unido – onde toda essa história começou. Nas ruas, crianças e adultos fantasiados perguntando: “Gostosuras ou Travessuras?” E as festas? Ah! São as melhores, quem disse que os americanos não sabem se divertir, é porque nunca passou um Halloween com eles.
A relação da comemoração desta data com as bruxas propriamente ditas teria começado na Idade Média, quando homens e mulheres eram perseguidos por líderes políticos e religiosos, sendo conduzidos a julgamento pela Inquisição, com o intuito de condenar quem fosse considerados curandeiros ou pagão. Todos os que fossem alvo de dessa acusação era considerado bruxo ou bruxa, com elevado sentido negativo e pejorativo, devendo ser julgados pelo tribunal e, na maioria das vezes, queimados na fogueira nos designados autos-de-fé.
O termo “Dia das bruxas” não é utilizado pelos povos de língua inglesa, mas sim, somente pelos países de Língua portuguesa, entre eles o Brasil.
Na celebração atual do Halloween, podemos notar a presença de muitos elementos ligados ao folclore em torno da bruxaria. As fantasias, enfeites e outros itens vendidos para esta ocasião, estão repletos de bruxas, gatos pretos, vampiros, fantasmas e monstros.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Dia da Consciência Negra poderá ser feriado nacional
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terça-feira, 25 / outubro / 2011
Com informações do Senado Federal
terça-feira, 25 / outubro / 2011
Com informações do Senado Federal
Foi aprovado na semana passada o projeto que declara feriado nacional o Dia da Consciência Negra (20 de novembro). O pedido agora só depende da aprovação da presidente Dilma Roussef. Caso seja sancionado este será o primeiro feriado do país conquistado por meio da mobilização social e o nono feriado nacional.
A data já é reconhecida como feriado em mais de 200 cidades. O dia que homenageia Zumbi, símbolo da resistência negra no Brasil, surgiu na segunda metade de 1970, em meio às lutas dos movimentos sociais contra o racismo.
Além da homenagem a data também é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade e as consequências do racismo na vida das pessoas e no desenvolvimento do país. Todos os anos, atividades referentes ao tema são expandidas ao longo do mês de novembro, ampliando os espaços de debate sobre as questões raciais, envolvendo ainda a educação, segurança, saúde, trabalho, entre outras.
Além do Dia da Consciência Negra, outras quatro datas comemorativas são popularmente conhecidas como feriados nacionais, embora não sejam reconhecidas como tal pela legislação brasileira – Terça-feira de Carnaval, Sexta-feira da Paixão, Domingo de Páscoa e Corpus Christi.
domingo, 23 de outubro de 2011
Identidade cultural brasileira
Durante o período colonial, as manifestações culturais e artísticas produzidas no Brasil constituíram meras reproduções do que se fazia na Europa. Como não havia quase escolas ou instituições culturais, esses eventos permaneceram restritos à elite econômica, cujos vínculos de solidariedade estavam ligados à Europa. Os representantes dessa elite, geralmente filhos de grandes proprietários rurais, iam estudar em Lisboa, Londres ou Paris e, na volta, traziam para o Brasil o que haviam visto ou aprendido de mais interessante no velho mundo. Em conseqüência, suas produções artísticas tomavam como ponto de partida uma concepção estética nitidamente estrangeira. Mesmo quando procuravam retratar o homem brasileiro, a natureza do país e o seu ambiente, estes eram retratados com os olhos e a psicologia do europeu. Assim foi, por exemplo, com a arte e a música barroca mineira e a literatura romântica do século XIX.
Com a Independência, a situação dos movimentos culturais no Brasil pouco se alterou, apesar da postura nacionalista de muitos intelectuais da época.
Com a chegada do séc XX, o processo de urbanização, as modificações na composição da população e das classes sociais e a vinda de imigrantes italianos e alemães provocaram alterações nos costumes e a ampliação dos meios de comunicação. Ainda que a República, em si, não trouxesse um novo modelo cultural, ela intensificou contradições que iriam desembocar na expressão e afirmação dos aspectos mais específicos da sociedade. O aparecimento de uma classe média consciente de seus direitos viria contribuir para as mudanças futuras.
Se a sociedade brasileira, no início do século, ainda parecia uma mera cópia dos padrões europeus, por trás dos festivais de francesismos e inglesismos já se prenunciavam as forças de renovação, apoiadas principalmente na afirmação de uma cultura nacional. A Semana de Arte Moderna de 1922 e o Movimento Modernista nasceram da necessidade de romper com a secular submissão a tudo que era europeu ou estrangeiro. A reação polêmica e as críticas virulentas a esses eventos revelaram que as elites do país não estavam preparadas para as mudanças que começavam a se operar em toda a sociedade. Dividido em suas próprias contradições e com várias vertentes, o Movimento Modernista de 1922 não se desenvolveu e frutificou com pretendiam seus criadores. Mesmo assim, influenciou toda uma geração de artistas e intelectuais, que iriam desenvolver seus trabalhos tomando como ponto de partida a realidade social e econômica do país. Nesse contexto, devem ser citados os trabalhos plásticos de Cândido Portinari, as composições musicais de Heitor Villa-Lobos e a literatura regionalista dos anos 30.
A crise econômica mundial, provocada pela queda da bolsa de valores de Nova York, em 1929, modificou o eixo de dependência econômica do Brasil em relação à Inglaterra e à Europa para os Estados Unidos. Essa mudança coincide com o desenvolvimento em grande escala da cultura de massa, marcada por uma nítida influência norte-americana, manifestada através da música, do rádio, do cinema, dos costumes e do comportamento e que atinge principalmente a classe média urbana.
Depois de passar por um período de readaptação a um regime democrático, após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil tem, na segunda metade da década de 50, um período de estabilidade política e grande desenvolvimento econômico, com a construção de Brasília e a instalação da indústria automobilística. Nesse período, florescem extraordinariamente todas as artes brasileiras. Esse desenvolvimento, no entanto, vai se dar no meio de profunda ambigüidade. De um lado, expande-se uma arte essencialmente voltada para a realidade social e a afirmação de uma cultura brasileira, solidarizando-se com a cultura do Terceiro Mundo; de outro, integra-se às correntes mais modernas da cultura de massa norte-americana. No primeiro caso, os exemplos mais marcantes são o Cinema Novo, que, com sua proposta terceiromundista, promove uma nova estética para o cinema, e o teatro popular do Arena e do Oficina, que desenvolvem toda uma nova dramaturgia brasileira. No segundo caso, o exemplo mais característico é a bossa nova, expressão da música popular brasileira que tanta repercussão provocou no exterior e que nada mais é do que o sincretismo do "samba" brasileiro com o "jazz" norte-americano.
Com o movimento militar de 1964, a censura cortou algumas das mais expressivas manifestações da cultura brasileira que estavam então numa fase de grande desenvolvimento. Por outro lado, o Movimento Tropicalista, nascido em 1967, foi uma tentativa frustrada de integrar o espírito do movimento modernista com certos segmentos da cultura pop contemporânea. Passados vinte anos, com a redemocratização do país e a "Nova República", o Brasil ainda está em busca de sua identidade cultural.
http://ialexandria.sites.uol.com.br/textos/israel_textos/identidade_cultural_brasileira.htm
sábado, 22 de outubro de 2011
Ilha das Flores - Documentário
Olá pessoal,
Dentro do conteúdo CULTURA que estamos trabalhando, e também, fazendo parte do Projeto sobre Lixo, na próxima semana estaremos assistindo o vídeo Ilha das Flores. É importante que todos assistam, pois além de estar sendo avaliado, é necessário o entendimento de como a cultura faz parte desse processo.
O tomate é da natureza, mas no cultivo utilizado pelo homem (agricultura e culinária, por exemplo) torna-se num elemento usado pela cultura humana. Como descreve o “Aurélio”, agricultura é “a arte de cultivar os campos, com vistas à produção de vegetais úteis ao homem”.
O homem produz cultura; o homem sendo um elemento da natureza e utilizando outros elementos naturais para sua composição cultural, utiliza-se dos status culturais e sua capacidade para se diferenciar dos outros e da natureza. Os status culturais e a exigência do mercado gera as disparidades sociais registradas no filme, uma espécie de cultura da miséria.
Está na Natureza orgânica animal, incluindo a humana, a necessidade de comer e na cultura humana o desejo e o modo de “como comer”. As pessoas, no filme, que comem restos de porcos, são movidas mais pela necessidade de comer do que pelo desejo.
A Natureza é a ciência e a desencadeadora da funcionalidade dos ambientes e dos organismos vivos. Algo é natural quando se manifesta independente da ação e intenção humana. A Cultura Humana no sentido de relação social e posse interfere na constituição dos meios naturais e em sua inferência de resultados na vida social.
Bons estudos!
Eu, Etiqueta
Caros alunos, ouçam os versos do poema Eu, etiqueta, de Carlos Drummond de Andrade na voz de Paulo Autran ou simplesmente leiam:
Eu, etiqueta
E nisto me comprazo, tiro glória de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago para anunciar, para venderem bares festas praias pérgulas piscinas, e bem à vista exibo esta etiqueta global no corpo que desiste de ser veste e sandália de uma essência tão viva, independente, que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora meu gosto e capacidade de escolher, minhas idiossincrasias tão pessoais, tão minhas que no rosto se espelhavam, e cada gesto, cada olhar, cada vinco da roupa resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido, sou gravado de forma universal, saio da estamparia, não de casa, da vitrina me tiraram, recolocam, objeto pulsante mas objeto que se oferece como signo de outros objetos estáticos, tarifados.
Para me ostentar assim, tão orgulhoso e ser não eu, mas artigo industrial, peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.
Eu, etiqueta
Em minha calça está grudado um nome que não é o meu de batismo ou cartório, um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto que nunca experimentei, mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido de alguma coisa não provada por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro, minha gravata e cinto e escova e pente, meu copo, minha xícara, minha toalha de banho e sabonete, meu isso, meu aquilo, desde a cabeça ao bico dos sapatos, são mensagens, letras falantes, gritos visuais, ordens de uso, abuso, reincidência, costume, hábito, premência, indispensabilidade, e fazem de mim homem-anúncio itinerante, escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda seja negar minha identidade, trocá-la por mil, açambarcando todas as marcas registradas, todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser eu que antes era e me sabia tão diverso de outros, tão mim-mesmo ser pensante, sentinte e solitário com outros seres diversos e conscientes de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio, ora vulgar ora bizarro, em língua nacional ou em qualquer língua (qualquer, principalmente).Meu blusão traz lembrete de bebida que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto que nunca experimentei, mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido de alguma coisa não provada por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro, minha gravata e cinto e escova e pente, meu copo, minha xícara, minha toalha de banho e sabonete, meu isso, meu aquilo, desde a cabeça ao bico dos sapatos, são mensagens, letras falantes, gritos visuais, ordens de uso, abuso, reincidência, costume, hábito, premência, indispensabilidade, e fazem de mim homem-anúncio itinerante, escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda seja negar minha identidade, trocá-la por mil, açambarcando todas as marcas registradas, todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser eu que antes era e me sabia tão diverso de outros, tão mim-mesmo ser pensante, sentinte e solitário com outros seres diversos e conscientes de sua humana, invencível condição.
E nisto me comprazo, tiro glória de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago para anunciar, para venderem bares festas praias pérgulas piscinas, e bem à vista exibo esta etiqueta global no corpo que desiste de ser veste e sandália de uma essência tão viva, independente, que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora meu gosto e capacidade de escolher, minhas idiossincrasias tão pessoais, tão minhas que no rosto se espelhavam, e cada gesto, cada olhar, cada vinco da roupa resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido, sou gravado de forma universal, saio da estamparia, não de casa, da vitrina me tiraram, recolocam, objeto pulsante mas objeto que se oferece como signo de outros objetos estáticos, tarifados.
Para me ostentar assim, tão orgulhoso e ser não eu, mas artigo industrial, peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.
Após refletirem sobre o poema, assinale a alternativa incorreta:
a) O poema faz referência direta ao conceito de cultura de massa, que segundo Adorno é uma forma de controle da consciência pelo emprego de meios como o cinema, o rádio ou a imprensa.
b) De acordo com a Escola de Frankfurt o surgimento da cultura de massa, em meados do século passado, deveu-se em grande parte ao desenvolvimento do projeto iluminista que desencadeou uma crise ética e epistemológica dando origem por fim a já referida cultura de massa.
c) A Revolução Industrial não foi apenas um conjunto de inovações técnicas, mas uma forma de dominação e controle do tempo do trabalhador, essa dominação se dá por meio da disciplina e da indústria cultural.
d) O produto da indústria cultural não pode ser considerado arte em sentido estrito, já que ela tende a padronização, a ausência de conteúdo, e o apelo ao mercado.
e) A cultura de massa tem o papel de difundir por meio do mercado as culturas regionais, contribuindo para a emancipação do homem.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Folclore
Maracatu: uma das mais proeminentes manifestações do folclore brasileiro.
O folclore foi um termo criado por estudiosos interessados em pesquisar e analisar as manifestações culturais de origem popular. Cunhada especificamente no século XIX, essa palavra advém da junção feita entre duas expressões da língua inglesa: “folk”, que significa povo e “lore” que faz referência à ideia de conhecimento. Desse modo, a designação mais ampla de folclore envolve tudo aquilo que é tomado como sendo pertencente ao “conhecimento do povo”.
É importante notar que o interesse pelo conhecimento do povo não tem a sua origem calcada na ação de pessoas oriundas das próprias classes populares. A partir do século XVIII, o grande volume de transformações ocasionadas pela Revolução Industrial motivou uma volta à natureza, ao campo e, consequentemente, à população que pertencia a esse espaço. Em linhas gerais, podemos ver que o nascimento do folclore se liga a uma oposição ao processo de padronização advindo da sociedade industrial.
Com o passar do tempo, a formulação dos estudos folclóricos determinou o desenvolvimento de pesquisas relacionadas às crenças, cerimônias, costumes, jogos, festas, mitos e provérbios ligados a uma produção anônima, tradicional e, ao mesmo tempo, reconhecida por uma coletividade. Sem dúvida, não podemos deixar de salientar que o gosto pelo folclore foi responsável por importantes ações que ampliaram os estudos de natureza cultural em diversas partes do mundo.
Entretanto, ao longo do tempo, vemos que a definição sobre aquilo que deveria ser considerado folclórico se transformou bastante. Atualmente, o folclore não mais representa um círculo fechado que privilegia as manifestações culturais provenientes das camadas populares e afastadas da produção cultural urbana. Ao longo do século XX, novos interessados pela temática cultural conseguiram apontar outras importantes significações e usos para o folclore.
Atualmente, se aceita a produção artística de autores específicos, não mais privilegiando apenas a produção de natureza anônima. Ao mesmo tempo, a distinção entre popular e erudito é quebrada em favor de uma produção folclórica oriunda da leitura e a influência realizada por dados capturados da erudição. Mais do que isso, o folclore hoje também abandona os sentidos estáticos que a tradição antes conferia às suas manifestações, aceitando a mudança e a inovação como situações de importante validade.
É importante notar que o interesse pelo conhecimento do povo não tem a sua origem calcada na ação de pessoas oriundas das próprias classes populares. A partir do século XVIII, o grande volume de transformações ocasionadas pela Revolução Industrial motivou uma volta à natureza, ao campo e, consequentemente, à população que pertencia a esse espaço. Em linhas gerais, podemos ver que o nascimento do folclore se liga a uma oposição ao processo de padronização advindo da sociedade industrial.
Com o passar do tempo, a formulação dos estudos folclóricos determinou o desenvolvimento de pesquisas relacionadas às crenças, cerimônias, costumes, jogos, festas, mitos e provérbios ligados a uma produção anônima, tradicional e, ao mesmo tempo, reconhecida por uma coletividade. Sem dúvida, não podemos deixar de salientar que o gosto pelo folclore foi responsável por importantes ações que ampliaram os estudos de natureza cultural em diversas partes do mundo.
Entretanto, ao longo do tempo, vemos que a definição sobre aquilo que deveria ser considerado folclórico se transformou bastante. Atualmente, o folclore não mais representa um círculo fechado que privilegia as manifestações culturais provenientes das camadas populares e afastadas da produção cultural urbana. Ao longo do século XX, novos interessados pela temática cultural conseguiram apontar outras importantes significações e usos para o folclore.
Atualmente, se aceita a produção artística de autores específicos, não mais privilegiando apenas a produção de natureza anônima. Ao mesmo tempo, a distinção entre popular e erudito é quebrada em favor de uma produção folclórica oriunda da leitura e a influência realizada por dados capturados da erudição. Mais do que isso, o folclore hoje também abandona os sentidos estáticos que a tradição antes conferia às suas manifestações, aceitando a mudança e a inovação como situações de importante validade.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
Cultura Indígena
Os índios foram os primeiros habitantes do território brasileiro. São formados por povos diferentes com hábitos, costumes e línguas diferentes.




Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola
Os Ianomâmis falam quatro línguas: a Yanomam, Sanumá, Yanomame e Yanam. Suas habitações são construídas de caibros encaixados, amarrados com cipó e revestidas de palha. Possuem características seminômades, já que mudam de habitat quando acreditam ter explorado uma região ao máximo. São caçadores e acreditam em rixis: espíritos de animais que ao serem mortos tornam-se em protetores e amigos.
Os Carajás falam apenas uma língua: a Macro-Jê. São divididos em Karajás, Javaés e Xambioás. Acreditam na transformação do homem em animais e vice-versa. Residem nas proximidades do rio Araguaia, pois acreditam que sua criação, rituais de passagem, alimento e alegria são dados por ele. Vivem do cultivo do milho, mandioca, batata, banana, cará, melancia, feijão e amendoim, e prezam pela pintura corporal. Dividem o trabalho, fica para os homens a defesa do território, abertura de roças, construção das casas, pesca e outros. Para as mulheres o trabalho de educar os filhos, cuidar dos afazeres domésticos, do casamento dos filhos, da pintura e ornamentação das crianças e outros.
Os Guaranis manifestam sua cultura em trabalhos em cerâmica e em rituais religiosos. Possuem sua própria língua, somente ensinam o português às crianças maiores de seis anos. São migrantes e agricultores. Acreditam que a morte é somente uma passagem para a “terra sem males”, onde os que se foram partem para este local para proteger os que na Terra ficaram.
Os Tupis são dominados por um ser supremo designado Monan. A autoridade religiosa dentro das aldeias é o Pajé, que é um sábio que atua como adivinho, curandeiro e sacerdote. Utilizam a música e seus instrumentos musicais para a preservação de suas tradições, para produzir efeitos hipnóticos e para momentos de procriação, casamento, puberdade, nascimento, morte, para afastar flagelos, doenças e epidemias e para festejar boas caçadas, vitórias em guerras e outros.
Existem cerca de 225 sociedades indígenas distribuídas em todo o território brasileiro, corresponde a 0,25% da população do país. Diante das culturas específicas de cada sociedade, somente algumas delas foram anteriormente destacadas.
Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Subculturas
Índios Navajo, nos EUA.
«Os peões boiadeiros, os moradores de uma comunidade de aposentados, os trabalhadores de plataformas de petróleo – todos são exemplos do que os sociólogos denominam subcultura. Uma subcultura é um segmento da sociedade que difere do padrão da sociedade maior. De certa forma, uma subcultura pode ser vista como uma cultura que existe dentro de uma cultura maior dominante. A existência de várias subculturas é uma característica de sociedades complexas, como a dos Estados Unidos.
Os membros de uma subcultura participam da cultura dominante e, ao mesmo tempo, têm formas distintas e únicas de comportamento. Frequentemente, uma subcultura desenvolve (…) uma gíria, um idioma especializado, que a distingue da sociedade maior. Por exemplo, se quiser se juntar a um bando de batedores de carteira, você deverá aprender o que fazem o tesoura, o ropeiro e o olheiro.
A gíria permite que os particiapantes do grupo – os membros da subcultura – entendam as palavras com significados especiais. Também estabelece padrões de comunicação que as pessoas de fora não podem entender. (…) A linguagem e os símbolos oferecem uma forma poderosa de a subcultura se sentir coesa e de manter a sua identidade.
Os fãs de música geralmente formam subculturas dedicadas a um determinado tipo de música ou a um músico. Um exemplo é o surgimento de uma subcultura chamada Phishheads, nome originado da banda de rock de Vermont Phish. O grupo é semelhante aos Deadheads, devotos dos Grateful Dead.
As subculturas se desenvolvem de diferentes maneiras. Frequentemente, uma subcultura surge porque um segmento da sociedade tem problemas ou mesmo privilégios únicos quanto à sua posição. As subculturas podem estar baseadas em uma idade comum (adolescentes ou pessoas mais velhas), região (os appalaches), herança étnica (cubanos norte-americanos), ocupação (bombeiros), ou crenças (ativistas surdos trabalhando para preservar a cultura dos surdos). Certas subculturas, como a dos hackers de computadores, se desenvolvem porque têm um interesse ou hobby em comum. Ainda em relação a outras subculturas, como a dos prisioneiros, os membros podem ter sido excluídos da sociedade convencional e se vêem forçados a desenvolver formas alternativas de sobrevivência.»
Richard T. Schaefer, Sociologia, 6ª edição, McGraw-Hill, São Paulo, 2006, pp. 69 e 70.
( do Blog caderno de sociologia)
Contracultura: o exemplo dos hippies
«No final da década de 1960 surgiu uma extensa subcultura nos EUA composta de jovens motivados por uma sociedade que julgavam muito materialista e tecnológica. Esse grupo incluía basicamente radicias políticos e “hippies” que tinham “abandonado” as instituições sociais dominantes. Esses jovens, homens e mulheres, rejeitavam a pressão para se acumular cada vez mais carros, casas cada vez maiores e um conjunto sem fim de bens materiais. Expressavam, em contrapartida, o desejo de viver em uma cultura baseada em valores mais humanos, dividindo amor e vivendo em harmonia com a natureza. Politicamente, essa subcultura se opôs ao envolvimento dos EUA na guerra do Vietname e pregou a resistência ao alistamento militar obrigatório. Quando uma subcultura se opõe de maneira clara e deliberada contra certos aspectos da cultura maior, ela é chamada de contracultura. As contraculturas, em geral, surgem entre os jovens, que fizeram até ao momento o menor investimento na cultura existente. Na maioria dos casos, um jovem de 20 anos pode se ajustar a novos padrões culturais mais facilmente do que alguém que já viveu 60 anos seguindo os padrões da cultura dominante.» Richard T. Schaefer, Sociologia, 6ª edição, McGraw-Hill, São Paulo, 2006, pág. 70.
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