Pessoal,
Segue link da apostila de Sociologia do terceiro bimestre.
https://www.4shared.com/office/6hSLwpnLca/Apostila_Sociologia_3_ano_-_3B.html
Bons Estudos!
"A Educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda" Paulo Freire
Sejam Bem Vindos!
Este blog foi criado para melhor interação com meus alunos do Ensino Médio, facilitando a comunicação, troca de infromações e conteúdos. Espero que seja útil a todos que se interessam pelos temas abordados.
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quarta-feira, 9 de agosto de 2017
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Sociologia no Enem
Relevância de filosofia e sociologia cresce no Enem; veja o que estudar
Lucas Rodrigues
Do UOL, em São Paulo
Do UOL, em São Paulo
Sancionada em 2008, a lei que torna obrigatório o ensino de sociologia e filosofia nas escolas do último nível da educação básica vem mudando o perfil das provas de humanas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Agora com maior relevância, as duas disciplinas relacionam problemas da atualidade com os conteúdos teóricos.
Prova disso é que o Enem 2012 contou com oito questões de natureza filosófica e seis de natureza sociológica, de acordo com o professor Leonardo Oliveira de Vasconcelos, professor de filosofia e sociologia do colégio Magnum Cidade Nova, de Belo Horizonte, o que representa quase um terço da prova de humanidades.
Filosofia
"Em filosofia, o perfil das questões do exame envolve habilidades de conhecimento em relação aos períodos históricos", diz. "Não é o fato pelo fato, mas sim qual é a importância do fato filosófico para a história da humanidade".
Na hora de estudar, Heitor Henriques Sayeg, professor de sociologia da Oficina do Estudante, recomenda muita leitura. "O aluno tem de ter um conhecimento curricular bem amplo, mas ele precisa de uma percepção muito clara de como relacionar os conteúdos, por isso ler é fundamental. Tem que procurar estar bem informado".
Contudo, conhecer os conceitos é insuficiente para enfrentar a prova. "O estudante não tem que saber apenas o que o filósofo pensa ou de que época ele é, mas também compreender o desdobramento filosófico de uma situação que ele já havia problematizado e que estamos vivendo agora", diz o professor.
Sociologia
Sayeg concorda com o docente do colégio Magnum em relação aos possíveis temas da prova da disciplina no Enem (veja abaixo). "Acredito que o exame foca bastante na política, no que diz respeito a movimentos sociais, estado e sociedade civil e representações culturais", afirma.
Ele acrescenta que a dificuldade pode estar na falta de costume dos alunos em estudar essas disciplinas de humanas. "Não acho a prova difícil. Ela é trabalhosa de se fazer, porque ainda não existe uma cultura de se estudar filosofia e sociologia como se estuda as outras matérias", analisa.
Temas que podem cair
A pedido do UOL, Vasconcelos, do colégio Magnum, elaborou uma lista com os conteúdos que mais caem no Enem em filosofia e sociologia; confira:
- Filosofia medieval: São Tomás de Aquino (questão da relação da fé e a razão);
- Filosofia moderna: Maquiavel (suas concepções no campo da política), Thomas Hobbes, John Locke, Jean-Jacques Rousseau (estado de natureza, contrato social e estado de sociedade para cada um) e Immanuel Kant;
- Filosofia contemporânea: Michel Foucault;
- Sociologia: Movimentos sociais, socialização, surgimento das instituições, questão da cultura, estratificação da sociedade, papel social da educação, pobreza e desenvolvimento, e clássicos: Auguste Comte (visão ao positivismo), Karl Marx e Jürgen Habermas.
Vasconcelos lembra que questões sobre cidadania e política, ética, liberdade e trabalho durante a história da humanidade também são amplamente abordadas no Enem em filosofia.
Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/06/20/relevancia-de-filosofia-e-sociologia-cresce-no-enem-veja-o-que-estudar.htm
SOCIOLOGIA NO ENEM 2013
Guia de estudos: confira 10 temas essenciais de filosofia e sociologia
Lucas Rodrigues
Do UOL, em São Paulo
Do UOL, em São Paulo
Ser capaz de analisar conceitos de política, ética e moralidade, estado de natureza, contrato social e estado de sociedade é o primeiro passo para conseguir bons resultados em filosofia e sociologia nos grandes vestibulares. O UOL consultou professores sobre os dez conteúdos dessas disciplinas que mais caem nos exames.
GUIA DE ESTUDOS
Esse é o sétimo roteiro de uma série que trará o guia de estudos de uma disciplina por dia.
Para Gianpaolo Dorigo, professor do cursinho Anglo, questões dessas matérias são uma novidade em provas do Estado de São Paulo. Apesar de ainda não possuírem um "perfil" claramente definido, ele destaca a exigência de leitura e entendimento de texto, estabelecimento de vínculo com a atualidade e conhecimento de alguns aspectos dos autores mais tradicionais.
Confira a seguir, um compilado com dez temas importantes mencionados pelo professores dos cursinhos CPV (Patrícia Garmendia), Oficina do Estudante (Heitor Sayeg) e do colégio Magnum (Leonardo Oliveira de Vasconcelos).
- Movimentos sociais (movimentos estudantis de 1968, "Diretas Já" em 1984, Caras Pintadas em 1992, e em 2013).
Segundo Leonardo Vasconcelos, do Magnum, é importante nesse tema os estudantes saberem diferenciar agrupamentos de movimentos. "O primeiro não tem uma organização. A essência de um movimento, por sua vez, é um protesto por alguma causa, não contra uma pessoa", analisa.
Há ainda a probabilidade de pedir relações entre os movimentos desse ano no Brasil e a Primavera Árabe, na opinião do professor Sayeg, da Oficina. "Não acredito que vão cobrar teóricos específicos, porque é muito denso. Acho que será mais no sentido estrutural. Fazer relações entre esfera pública e privada", diz.
Sayeg define esse tema como um dos mais importantes, principalmente para o Enem e alguns vestibulares do Paraná e Santa Catarina. Pode cair para o aluno fazer relações com a sociedade contemporânea – midiatização, meios de comunicação, alienação, mercantilização da vida (tornar tudo um desejo).
"Há aqui aquela crítica que conhecemos bem a respeito do consumismo de uma indústria cultural", diz Vasconcelos. Para ele, o que o aluno não pode deixar de notar é o consumo pelo consumo, o consumo para existir, que é a grande chave da Escola de Frankfurt.
"Para eu me sentir vivo, existente como ser humano, tenho que consumir. Dá para fazer uma brincadeira com aquela frase de Decartes: consumo, logo existo", comenta.
- A ação social no conceito de Max Weber.
Para o professor do Magnum, Weber é um sociólogo que tenta enxergar dentro da sociedade a influência das relações sociais, que podem desencadear problemas econômicos ou políticos. "Quanto mais o sujeito consegue perceber ter uma ação, melhor para a sociedade. As maiores dificuldades nas sociedades são ocasionadas por ações emotivas, ou seja, não deliberadas", analisa.
O que pode cair na prova, segundo Sayeg, são situações para serem relacionadas com ação racional relativa a fins, ação racional relativa a valores, ação afetiva e ação tradicional.
- As novas relações de trabalho.
Nesse tema, o aluno deve ter compreensão do que está acontecendo na sociedade e ser capaz de estabelecer relações sobre a flexibilização das leis trabalhistas dentro de um conceito de globalização e estruturas produtivas, com o aumento da especialização técnica. "Na atualidade o conhecimento se torna obsoleto muito rapidamente, por isso há a necessidade de constante atualização", diz o professor do Magnum.
- Política, ética e moralidade (Sócrates, Platão e Aristóteles).
"Os três [Sócrates, Platão e Aristóteles] são a base do conhecimento ético da política mundial. São os pais da elaboração das teorias políticas. São eles que apontavam soluções, que, na época, eram novidade", diz Vasconcelos.
O professor explica que eles vão tentar enxergar a esfera política conciliando com a ética, oposto de Maquiavel, que diz que nem sempre o governante deve ser ético.
Roberto Accorsi, professor de filosofia da Oficina, diz que política é dependente de ética e oralidade, e acredita que Aristóteles seja mais associado à ética e Platão, à política.
Tema campeão nos vestibulares: Estado de natureza, contrato social e estado de sociedade para Hobbes, Locke e Rousseau. O professor do Magnum acredita que aluno deverá definir relações entre estados de natureza, principalmente de Hobbes e Rousseau. "O primeiro acredita que o homem já nasce egoísta por causa do medo da morte violenta; já Rousseau acredita que no estado de natureza ele é bom, e a partir da ideia de propriedade privada vai aparecendo o egoísmo", diz Vasconcelos.
Nos três há também a ideia das leis serem o senhor de um Estado.
- Relação da fé e da razão (São Tomás de Aquino).
Na sua concepção aristotélica, São Tomás de Aquino propõe uma harmonia entre corpo e alma, fé e razão, Estado e Igreja. O papel da razão seria demonstrar e ordenar os mistérios revelados pela fé. "A grande sacada é perceber nele essa harmonia", diz o docente do Magnum.
- Conceitos de Karl Marx.
Conceitos de mais-valia, alienação do indivíduo social e materialismo histórico.
"Marx enxerga a história como uma luta de classes e propõe o debate sobre qual é o sentido de trabalhar só para sobreviver", diz Vasconcelos.
- Conceitos de Émile Durkheim.
Ter domínio de conceitos como fato social e solidariedade mecânica e orgânica. Vasconcelos diz que "segundo Durkheim, para compreender os problemas sociais é necessário entendê-los como coisas, fatos sociais".
- Conceitos de Jürgen Habermas.
Distinção entre esfera pública e privada e atuação do individuo. Relações de poder Estado-política. "O aluno [precisa] perceber a questão da importância do viver em sociedade, delimitado para uma ética do discurso", diz Leonardo.
segunda-feira, 18 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
O processo de desnaturalização ou estranhamento da realidade
A primeira pergunta que surge na disciplina de
Sociologia para o 1º ano é: O que é a Sociologia? A sociologia é a ciência que
estuda a sociedade os fenômenos sociais. Para entendermos melhor o que a
Sociologia vai se propor a ensinar, devemos olhar de forma mais ampla onde ela
vai se enquandrar. O nome Sociologia não expressa a amplitude da disciplina no
Ensino Médio, mas sim o nome Ciências Sociais, que abrange, além da Sociologia,
a Antropologia e a Ciência Política.
A sociologia tem cerca de 2 séculos, idealizada
por filósofos, como Augusto Comte, que queriam estruturar uma ciência que
pudesse dar explicação sobre fenômenos que estes acreditavam não mais serem
possíveis sere dados pela filosofia. Assim, ela vem se aperfeiçoando desde
então, com nomes famosos como Émile Durkheim, Max Weber, Karl Marx, os famosos
“Três Porquinhos”.
Este é um pequeno momento histórico da
Sociologia no país:
- A sociologia como disciplina surge no Brasil em 1925, introduzida na Reforma Rocha Vaz. Então, assim como disciplina do Ensino Secundário, ela também passa a ser cobrada nos vestibulares da época. Entretanto, Rui Barbosa defendia a colocação da disciplina desde 1882, quando já era muito relevante no ensino em países europeus;
- Em 1942, Getúlio Vargas, na época ditador no país, torna a disciplina optativa. A disciplina se mantém no Curso Normal como Sociologia Geral e Sociologia da Educação;
- No ano de 1971, na época da Ditadura, a disciplina, ainda optativa, era mal-vista por ser entendida como associada ao comunismo – a ideologia política a qual os militares afirmavam que deveriam impedir que se alastrasse no Brasil quando tomaram o poder em 1964.
Nas ultimas 3 décadas, com o enfraquecimento da
ditadura, os sociológos se voltaram para a necessidade de novamente implementar
este campo do conhecimento na educação dos jovens no país. Entretanto, houve um
impasse de todas as maneiras. Assim, desde a implementação da lei que inseria
novamente a sociologia no Ensino Médio até a sua implementação no estado de São
Paulo, foram 5 anos. Assim, o ano de 2010 é o segundo ano onde a sociologia se
mostra como uma nova ferramenta na formação intelectual, politica e social dos
jovens paulistas.
Um aspecto interessante, e possivelmente o mais
importante desta disciplina, é a ferramenta de trabalho dos cientistas sociais:
o olhar desnaturalizado em detrimento do senso comum. Muitas das idéias que se
difundem do nosso dia-a-dia são condicionadas com idéias absurdas que não ajudam
a entender fenômenos e nem problemas sociais/políticos/culturais. Assim, quando
olhamos para uma determinada situação sob uma ótica crítica, possibilitamos
entender suas nuances e mudarmos caso esta se mostre perniciosa.
Imediatismo do olhar
Para todas as coisas que temos contato, desde
as mais comuns quanto as mais imprevisíveis, tentamos encontrar uma explicação.
Assim, baseados no cabedal que acumulamos durante a vida, damos respostas as
nossas indagações. Existe algum problema nisso? Depende. Na maioria dos casos,
sim. Aquilo que chamamos de olhar científico possibilita uma nova ferramenta
para se avaliar todas as coisas que nos rodeiam, mesmo sabendo que todos nós,
sem exceção, estamos carregados de senso comum. Essa ferramenta tem uma base
puramente racional, e, como tal, procura se distanciar ao máximo de todas as
possíveis idéias preconcebidas de quem está trabalhando com ela. É um trabalho
moroso, mas recompesador, uma vez que possibilita, dentre outras coisas,
derrubar dogmas e preconceitos nocivos.
Quando os portugueses chegaram ao Brasil em
1500, não entendiam quam eram aqueles serem nus, sem maldade no olhar, nem as
árvores, os frutos, os animais. Assim, nas primeiras cartas, os navegantes
tentavam explicar toda a riqueza da “Terra de Santa Cruz”: O que era uma manga,
jabuticaba ou babaçu? Como descrever algo que além-mar ninguém nunca viu.
Tentaram resolver esse problema comparando com aquilo que já haviam visto, seja
com animais, com plantas. Neste mesmo caso, animais fantásticos, como o
unicórnio, pode ter sido apenas um erro e ignorância: Alguns creem que pode ter
sido apenas um cervo
com alguma alteração genética. E como “quem conta um conto, aumenta um ponto”,
todas as características místicas podem ter surgido através de boatos.
Tudo isso está respaldado naquele tal cabedal,
o qual chamados de senso comum. As bases do senso comum seriam:
Imediatismo: o senso comum se caracteriza
muitas vezes por ser simplista, ou seja, muitas vezes não e fruto de uma
reflexão mais cuidadosa. Não se preocupa em definir nada muito bem, não tem,
portanto, preocupação com a terminologia (ou seja, o significado das palavras)
que emprega.
Superficialidade: a superficialidade dessa
forma de conhecimento está relacionada com o fato de que ele se conforma com a
aparência, “com aquilo que se pode comprovar simplesmente estando junto das
coisas: ‘porque vi’, ‘porque senti’, ‘porque disseram’, ‘porque todo mundo
diz’.” (ANDER-EGG apud MARCONI e LAKATOS, 2003, p. 77)
Acriticidade: outra característica é o fato do
senso comum ser, muitas vezes, uma forma de conhecimento que não aprofunda sobre
que se vê, não avaliando, criticando ou questionando o que é dito.
Sentimentalismo: muitas vezes nossa visão da
realidade é excessivamente marcada pelas nossas emoções normalmente tiram a
objetividade da pessoa, pois são pessoais e não estão baseadas na razão. Elas
podem fazer com que ajamos de forma irracional.
Preconceito: o senso comum é muitas vezes
repleto de preconceitos. O preconceito é atitude de achar que já sabe, sem
conhecer algo de verdade, pois usa explicações prontas que estão repletas de
juízos de valor. Portanto, a atitude preconceituosa com relação à realidade e a
tudo o que a cerca é aquela da pessoa que julga sem conhecer, com base no que
acredita que é ou no que deva ser.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Enem 2012 - 3º ano
Olá galera do 3º ano,
Segue abaixo dica de um blog que contém simulados, questões de enem e vestibulares de várias faculdades com correção. Vale a pena conferir... bons estudos e boa prova!
http://contextoshistoricos.blogspot.com.br/
Também podem estudar através do site abaixo:
http://vestibular.uol.com.br/provas-gabaritos/por-faculdade.jhtm
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"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre."
Questões Enem para estudo
SOCIOLOGIA
TERCEIRO
ANO
46. (ENEM 2011) Os três tipos de poder representam três
diversos tipos de motivações: no poder tradicional, o motivo da obediência é a
crença na sacralidade da pessoa do soberano; no poder racional, o motivo da
obediência deriva da crença na racionalidade do comportamento conforme a lei; no
poder carismático, deriva da crença nos dotes extraordinários do
chefe.
BOBBIO, N. Estado, Governo, Sociedade: para uma teoria
geral da política. São Paulo: Paz e Terra, 1999 (adaptado).
O texto apresenta três tipos de poder que podem ser identificados em momentos históricos distintos. Identifique o período em que a obediência esteve associada predominantemente ao poder carismático:
a) República Federalista Norte-Americana.
b) República Fascista Italiana no século
XX.
c) Monarquia Teocrática do Egito Antigo.
d) Monarquia Absoluta Francesa no século
XVII.
e) Monarquia Constitucional Brasileira no século
XIX.
47. (UEL - 2008) De acordo com Max Weber, a Sociologia
significa: “uma ciência que pretende compreender interpretativamente a ação
social e assim explicá-la casualmente em seu curso e em seus efeitos.” Por ação
social entende-se as ações que: “quanto ao seu sentido visado pelo agente, se
refere ao comportamento dos outros, orientando-se por este em seu
curso.”
(WEBER, M. Economia e sociedade. Traduzido por Regis
Barbosa e Karen Elsabe Barbosa. vol. I. Brasília: Editora UnB, 2000. p.
3)
Com base no texto, considere as afirmativas a
seguir:
I. “Mesmo entre gente humilde, porém, funcionava o sistema de obrigações recíprocas. O nonagentário Nhô Samuel lembrava com saudade o dia em que o pai, sitiante perto de Tatuí, lhe disse que era tempo de irem buscar a novilha dada pelo padrinho... Diz que era costume, se o pai morria, o padrinho ajudar a comadre até ‘arranjar a vida’. Hoje, diz Nhô Roque, a gente paga o batismo e, quando o afilhado cresce, nem vem dar louvado (pedir a benção).”
(CANDIDO, A. Os Parceiros do Rio Bonito. São Paulo:
Livraria Duas Cidades, 1982. p. 247.)
II. “O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o
raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua aparência,
entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica
impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações
atléticas.”
(CUNHA, E. Os Sertões. São Paulo : Círculo do Livro,
1989. p. 95.)
III. “Não há assim por que considerar que as formas
anacrônicas e remanescentes do escravismo, ainda presentes nas relações de
trabalho rural brasileiro, [...], dando com isso origem a relações semi-feudais
que implicariam uma situação de ‘latifúndios de tipo senhorial a explorarem
camponeses ainda envolvidos em restrições da servidão da gleba’. Isso tudo não
tem sentido na estrutura social brasileira.”
(PRADO Jr., C. A Revolução Brasileira. São Paulo : Brasiliense, 1987. p. 106.)
IV. “O coronel, antes de ser um líder político, é um
líder econômico, não necessariamente, como se diz sempre, o fazendeiro que manda
nos seus agregados, empregados ou dependentes. O vínculo não obedece a linhas
tão simples, que se traduziriam no mero prolongamento do poder privado na ordem
na ordem pública [...] Ocorre que o coronel não manda porque tem riqueza, mas
manda porque se lhe reconhece esse poder, num pacto não escrito.”
(FAORO, R. Os donos do poder. v. 2. Porto Alegre:
Editora Globo, 1973. p. 622.)
a) I e IV.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.
48. (UEL - 2008) Sobre a exploração do trabalho no capitalismo, segundo a teoria de Karl Marx (1818-1883), é correto afirmar:
a) A lei da hora-extra explica como os proprietários
dos meios de produção se apropriam das horas não pagas ao trabalhador, obtendo
maior excedente no processo de produção das mercadorias.
b) A lei da mais valia consiste nas horas extras
trabalhadas após o horário contratado, que não são pagas ao trabalhador pelos
proprietários dos meios de produção.
c) A lei da mais-valia explica como o proprietário dos
meios de produção extrai e se apropria do excedente produzido pelo trabalhador,
pagando-lhe apenas por uma parte das horas trabalhadas.
d) A lei da mais valia é a garantia de que o
trabalhador receberá o valor real do que produziu durante a jornada de
trabalho.
e) As horas extras trabalhadas após o expediente
constituem-se na essência do processo de produção de excedentes e da apropriação
das mercadorias pelo proprietário dos meios de produção.
Trecho 1
“Na sociedade caipira a sua manifestação
mais importante é o mutirão, cuja origem tem sido objeto de discussões. Qualquer
que ela seja, todavia, é prática tradicional. (...) Consiste essencialmente na
reunião de vizinhos, convocados por um deles, a fim de ajudá-lo a efetuar
determinado trabalho: derrubada, roçada, plantio, limpa, colheita, malhação,
construção de casa, fiação, etc. Geralmente os vizinhos são convocados e o
beneficiário lhes oferece alimento e uma festa, que encerra o trabalho. (...) Um
velho caipira me contou que no mutirão não há obrigação para com as pessoas, e
sim para com Deus, por amor de quem serve o próximo; por isso a ninguém é dado
recusar auxílio pedido.”
(ANTONIO CANDIDO. Os parceiros do Rio Bonito. 9. ed.
São Paulo: Livraria Duas Cidades; Editora 34, 2001. p. 87-89.)
Trecho 2
“Saí de lá matutando, Santo Deus, o que
estou fazendo aqui, neste tumultuado momento do meu país? Afinal, nasci em
Brodowski, terra de Cândido Portinari, nosso conterrâneo mais importante. Podia
ter ficado por lá. Eu era apenas um dos meninos de Brodowski, aquela linda
pintura com que Candinho encantou o mundo. Eu não devia nunca ter saído do
quadro do Cândido Portinari. Talvez hoje fosse o dono do armazém ou da farmácia
e sentaria numa cadeira de palha trançada, conversando na calçada com o pessoal
que saía do cinema, e passearia na rua, fazendo hora para dormir.”
(SAULO RAMOS. Código da Vida. São Paulo: Editora
Planeta, 2007. p. 89.)
O tipo de vínculo social que relaciona os dois trechos
selecionados é a
a) Solidariedade Orgânica, pois as cidades como
Brodowski apresentam um tipo de relação fundada na divisão do trabalho com
extensa variedade de funções capitalistas dentro de suas
engrenagens.
b) Solidariedade Mecânica, pois o trabalho nas
sociedades caipiras funciona em sistema cooperativo, preservando laços onde
todos preservam funções semelhantes na estrutura produtiva, tornando possível o
mutirão.
c) Solidariedade Mecânica no trecho 2 e Solidariedade
Orgânica no texto 1, pois os textos não têm nenhuma relação social entre si, já
que a formação do trecho 2 foi essencialmente urbana e marcada pela presença de
profissionais liberais que o influenciaram como professores e
advogados.
d) Solidariedade Orgânica onde o país apresentou poucas
mudanças nas últimas três décadas, indicando a manutenção de um modelo produtivo
dependente, autoritário e indiferenciado.
e) Solidariedade Mecânica no trecho 1 e Solidariedade
Orgânica no trecho 2; o processo social do trecho 1 sofreu um processo de
modernização que prejudicou as relações de convivência, diferente do trecho 2,
onde encontramos um sistema de trabalho individualista e pouco comprometido com
as tradições.
50. (UNESP) Pode-se afirmar que a Sociologia
contemporânea herdou as contribuições de autores considerados clássicos do
pensamento sociológico a partir dos quais desenvolveram-se correntes teóricas
distintas. Foram eles:
a) Émile Durkheim, Theodor Adorno e Max
Weber.
b) Karl Marx, Max Weber e Karl Manheim.
c) Max Weber, Karl Marx e Émile Durkheim.
d) Émile Durkheim, Max Weber e Herbert
Spencer.
e) Karl Marx, Émile Durkheim e Talcott
Parsons.
GABARITO
46.
resposta:[B]
47.
resposta:[A]
48.
resposta:[C]
49.
resposta:[B]
50.
resposta:[C]
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Dicas Enem – Filosofia e Sociologia Enem 2012
Caros alunos,
Segue algumas dicas sobre o Enem 2012 para ajudar na nossa área. Vale a pena conferir!
Além deste vídeo, o blog do enem também possui vídeos e informações sobre as demais disciplinas.
Fonte: http://blogdoenem.com.br/dicas-enem-filosofia-e-sociologia/
É importante que vocês leiam a Matriz de referência do enem, onde constam os conteúdos que podem cair na prova.
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13318&Itemid=310
http://www.sitedoenem.org/enem-2012-conteudo-materias-e-assuntos.html
Segue algumas dicas sobre o Enem 2012 para ajudar na nossa área. Vale a pena conferir!
Além deste vídeo, o blog do enem também possui vídeos e informações sobre as demais disciplinas.
Fonte: http://blogdoenem.com.br/dicas-enem-filosofia-e-sociologia/
É importante que vocês leiam a Matriz de referência do enem, onde constam os conteúdos que podem cair na prova.
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13318&Itemid=310
http://www.sitedoenem.org/enem-2012-conteudo-materias-e-assuntos.html
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