Pessoal,
Segue link da apostila de Sociologia do terceiro bimestre.
https://www.4shared.com/office/6hSLwpnLca/Apostila_Sociologia_3_ano_-_3B.html
Bons Estudos!
"A Educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda" Paulo Freire
Sejam Bem Vindos!
Este blog foi criado para melhor interação com meus alunos do Ensino Médio, facilitando a comunicação, troca de infromações e conteúdos. Espero que seja útil a todos que se interessam pelos temas abordados.
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quarta-feira, 9 de agosto de 2017
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Paródias
Para facilitar a aprendizagem e tornar mais interessante para os alunos o assunto "Política", preparei algumas atividades que, além de possibilitar o aprendizado de uma forma mais dinâmica, busca prepará-los para exercer a cidadania de forma mais efetiva, conhecendo um pouco mais sobre a história política do nosso país.
Sendo assim, uma das atividades propostas foi fazer uma paródia que apresentasse a função dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Divididos em 3 grupos por turma, cada grupo ficou responsável por um dos 3 poderes.
Aqui estão apenas algumas das paródias apresentadas em sala de aula.
Parabéns a todos os alunos que pensaram as paródias e cantaram!!!
Turma 3001
Enquanto Houver Razões (Jorge e Matheus)
Eu já fiz de tudo pra te entender
E esse poder eu explicar a você
Falei de leis, fiz minha função
Na eleição não foi, no concurso teve que passar
Acreditei que a justiça não ia falhar....foi ilusão
Enquanto houver justiça eu não vou desistir
Se for pra eu lutar, quero lutar por ti
Porque eu te conheço
Vou te defender passe o tempo que for
Exercer as leis quando você depôr
Sei que o certo será feito
Eu vou deixar você julgar
Bater o seu martelo pra se decidir
Mas só pra ver eu voltar
E todo arrependido te dizer:
Não quero ser mais assim
É o Poder da Ostentação (Banda Luxúria)
É o poder, é o poder, é o poder legislativo, cumpri o papél imprescindível,
É o poder, é poder, é o poder que eles têm de representar o povo sem desmerecer ninguém,
Ele chega ao senado pra cumprir sua missão, aprovar suas propostas e economia e educação, saúde, transporte e pela habitação.
Na câmara dos deputados eles conversam em união para aprovar os seus projetos e chegar a uma conclusão para formar uma campanha a favor do cidadão.
Turma 3003
Julgam Noite e Dia (Jorge e Matheus)
O poder judiciário é exercido por juízes, que são um dos mais importantes no nosso país.
Tem como obrigação avaliar as leis, que o legislativo, executivo fez.
É aplicado em diferentes situações, e assim, eles julgam aqueles cidadãos, que de alguma forma não cumpriram leis, avaliam e julgam cada um por vez.
Iê, Iê, e esse é o poder judiciário, o cumprimento é garantido com eles do lado, com esse poder tudo é real nada de fantasia, saibam que eles julgam, julgam noite e dia.
Turma 3004
Lepo Lepo (Psirico)
Ah, eu já não o que fazer
Governo pé rapado só cavou mais um buraco
Ah, não sei mais pra onde correr
Impostos muito altos e pagando sem poder...
Agora tive uma ideia
Vou me preparar para escolher
Quem vai mandar no meu país
E isso é se eu escolher...
Não quero carro
Não quero teto
Eu quero melhoria nesse projeto
Não quero mais, mais, mais, mais
lero, lero
Turma 3005
Poder Executivo
(No flow - Mc Guinê)
Três poderes
Determina a constituição federal
Que cumprem e aplicam leis
Que representam o bem geral
O poder, executivo
Executa e implementa leis
No país presidencialista
O governo é dividido em três
Presidente, a nível federal
Representa a nação
Manter, defender, observar leis
e cumprir a constituição
O governador de um Estado
Faz parte de uma união federativa
Os Estados integrantes
Possuem determinada autonomia
Prefeito a nível municipal
Chega ao cargo por eleição popular
Apresenta projetos de leis à câmara municipal
E tem contar de sua administração a prestar
Entre essas funções
Cada um dos níveis tem mais tarefas para cumprir
Manter a ordem num país
Necessita de divisão e medidas a seguir.
Turma 3006
Geração Coca-cola (Legião Urbana)
Nós conhecemos os judiciários
temos que obedecer
São eles que mandam no Estado
Que confirmam nossas leis
Eles que julgam e tiram nossos risos,
O maioral, judicial
Eles decretam o que são vocês
Todos e tudo junto de uma vez
Mas houve o tal de mensalão
Isso é um lider ou um ladrão?
Como ser julgado por um sem noção?
Isso é o Judiciário (3x)
Depois que isso tudo ocorreu
teve gente até que protegeu
tudo isso é muito sujo
não é assim que tem que ser
Vamos cumprir as leis como fala
Para a gente nunca ver
Esses maiorais vivendo como reis
Fazendo comédia no cinema com as nossas leis.
domingo, 24 de agosto de 2014
Partido Políticos e Eleições
Introdução
Quando a Revolução Francesa se organizou em Convenção (uma espécie de parlamento, de 1792 a 1795), a luta política intensificou-se. O assento do presidente ficava no meio da sala. Os girondinos (alta burguesia conservadora) sentavam-se à direita dele; os jacobinos (pequena burguesia e representantes da plebe de Paris) sentavam-se a esquerda.
Para economizar esforços, o presidente da Convenção passou a chamar os girondinos de direita e os jacobinos de esquerda. Os jacobinos pretendiam aprofundar as medidas revolucionárias; os girondinos não. As expressões pegaram: esquerda, hoje, é quem quer fazer uma revolução ou introduzir reformas radicais; direita é que rejeita qualquer mudança (no centro ficam os indefinidos).
Sendo assim:
Extrema direita – corresponde aos reacionários (conservadores e ou opostos à liberdade);
Centro direita – indica conservadores;
Centro esquerda – refere-se aos reformistas;
Extrema esquerda – abrange os revolucionários.
Vamos ao Caderno Anglo...
Eleições e partidos políticos
Escolher seus líderes foi a primeira prática política dos homens, os partidos políticos nasceram da necessidade de alguns grupos de se organizar para vencer eleições. Nas sociedades de classes, não tardou a surgirem partidos identificados com ideologias dominantes ou em oposição a elas.
Podemos definir um partido político como uma organização voltada para a conquista do controle legítimo do governo por meio de um processo eleitoral.
No século XVIII a ideia embrionária de partido político se traduzia em associações e confrarias, portanto, tinham atuação política mas sem as estruturas, regimentos e as ideologias dos partidos de hoje.
O que diferencia as organizações pré-partidárias dos partidos atuais, são o interesse nacional e o poder.
Ainda no século XVIII grandes transformações a socioeconômicas abalavam a ordem tradicional e ameaçavam as relações de poder. Emergiam grupos que lutavam pela ampliação dos espaços de participação nas esferas dirigentes ou propunham uma forma de reestruturação sociopolítica da sociedade.
Na primeira metade do século XIX na Europa e nos EUA o poder da classe burguesa se afirmou com a difusão do parlamentarismo, reformas ampliaram o direito ao voto a camadas industriais e comerciais. Assim, surgiram grupos organizados para angariar votos a algum candidato ao Parlamento, que preparavam programas eleitorais além de escolher líderes para os partidos.
Nos partidos políticos da atualidade, as pessoas podem se inscrever no partido e contribuir financeiramente com ele, frequentar suas reuniões e atividades, mobilizar grupos sociais ou categorias profissionais, participar das campanhas eleitorais, etc. Mas podem também, simplesmente, acompanhar de fora sua atuação e votar.
Quanto mais intensa a participação nas bases e instâncias partidárias, maior o grau de questionamentos às decisões dos dirigentes. E quanto menos intensa a participação, maior a tendência de a organização cair em mãos de líderes elitistas.
Hegemonia e poder
Hegemonia, domínio ou supremacia de uma nação sobre outra, e também de uma classe ou facção de classe sobre a sociedade como um todo. Uma potência hegemônica, aparece como referência ou modelo a ser seguido pelos países dominados. A Hegemonia é um poder de fato, não é uma imposição jurídica.
Segundo o filósofo e cientista político Antônio Gramsci, numa sociedade de classes a supremacia de uma delas é capaz de dirigir intelectual e moralmente uma sociedade, mas para isso, conta com a passividade da maioria da população diante das metas impostas à vida social e política de um país.
O conceito de classe dominante diz respeito ao plano socioeconômico, enquanto o de classe hegemônica remete ao plano sociopolítico.
Os sistemas eleitorais
São os sistemas eleitorais que definem as regras das eleições em um país, por exemplo, se o voto é obrigatório ou não, se a eleição é majoritária ou proporcional, bipartidária ou pluripartidária, etc.
O chamado sistema majoritário é utilizado no Brasil para eleger o poder Executivo e o Senado: presidente, governador e prefeito e senadores. O poder legislativo é eleito pelo sistema proporcional.
O sucesso de um sistema bipartidário ou de um sistema que envolva mais de dois partidos depende, em grande parte, da natureza dos procedimentos eleitorais de determinado país. Dois partidos tendem a dominar o sistema político nos lugares em que as eleições se baseiam no princípio de “o vencedor leva tudo”. O candidato que obtém maior número de votos em um distrito eleitoral vence a eleição nesse local e representa todo o eleitorado no Parlamento.
No sistema de representação proporcional como no Brasil, busca-se garantir a correspondência entre os votos dados, as cadeiras recebidas e a representação das minorias. Isso só é possível por causa do coeficiente eleitoral.
No Brasil esse sistema é duramente criticado, e, está em discussão no Congresso uma reforma política, isso porque, por causa do quociente eleitoral a eleição acaba sendo muito mais partidária, ou seja, para eleger um deputado, o partido tem que atingir o quociente eleitoral.
O quociente eleitoral é calculado a partir da soma de todos os votos válidos excluindo brancos e nulos, dividido pelo número de cadeiras a serem preenchidas, seja na Câmara dos Deputados ou na Assembléia Legislativa. Isso acaba fazendo com que candidatos que têm menos chances em grandes partidos, migrem para partidos menores um ano antes das eleições.
Se o quociente for 10 mil votos e a soma de todos os votos recebidos pelo partido for de 20 mil, serão eleitos dois deputados.
No caso das coligações, todos os votos dados aos diferentes partidos coligados vão para uma só conta. O quociente eleitoral é para o grupo todo, independentemente de o eleitor ter escolhido a legenda X ou Y.
Outro ponto crítico é o voto nulo e o branco, os partidos até “preferem” que o povo vote branco ou nulo, isso porque, quanto mais forem os votos nulos, menor será o quociente eleitoral.
Vale lembrar que o quociente é válido para eleições de deputados e vereadores. No caso de presidente, governador e prefeito, vence o que tiver a maioria dos votos válidos. (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u83575.shtml)
Representatividade e poder
Para que haja representatividade no poder é necessário que se contemplem cinco questões:
1) Igualdade eleitoral dos cidadãos: o voto tem o mesmo valor para qualquer cidadão.
2) O grau de representatividade: garantir mesmo aos grupos minoritários a representatividade.
3) A capacidade de eleger governos majoritários: representa uma preocupação em países de sistemas de governo parlamentarista.
4) A relação entre representados e representantes : grau de conexão dos eleitores e seus candidados.
5) O grau de escolha permitido aos eleitores: categórico ou flexibilizado como na Austrália.
Antes da defesa do sufrágio universal pelos liberais mais radicais, o voto censitário era visto como natural e adequado para a escolha dos governantes e representantes. Não se admitia que a maioria pobre tivesse espaço político. Desse modo, os negócios de Estado permaneciam nas mãos das elites dominantes, que os geriam segundo seus próprios objetivos.
Lembrem-se: não existem sistemas eleitorais perfeitos.
terça-feira, 3 de junho de 2014
sexta-feira, 18 de abril de 2014
O SURGIMENTO DO ESTADO
AULA
1 – O SURGIMENTO DO ESTADO
Se os homens sempre lutaram pela liberdade,
por que criar uma organização, o Estado, que existe para controlá-los? Você já
se perguntou como o Estado surgiu? Será que o Estado sempre existiu? Essas
mesmas perguntas foram motivos de estudos de vários pensadores, a seguir vamos
ler como alguns deles responderam a essas questões.
O primeiro pensador que tratou do Estado, baseando seus
estudos nas formas de organização das sociedades na história foi o italiano Nicolau Maquiavel, que viveu entre 1469
e 1527. Ele escreveu o livro O Príncipe, em 1513, onde ele diz que os homens
buscam uma forma de organização que controle seus maus sentimentos e seus
desejos mundanos, ou seja, uma forma de governo que controle a maldade humana.
E que forma de governo seria essa? Para Maquiavel só um
príncipe poderia organizar uma sociedade sem maus desejos, educada, virtuosa e
com estabilidade nas instituições. Quando conseguisse isso, não seria mais
necessário o governo do príncipe, passando a forma de governo para a República,
onde homens agora virtuosos participariam ativamente.
Para o pensador inglês Thomas Hobbes (1588-1679), o homem no “estado de natureza” vive em
permanente guerra de todos contra todos, onde o mais forte sempre busca dominar
o mais fraco. Esse conflito permanente fez com que os homens buscassem uma
maneira de evitá-lo, fazendo um contrato que garantisse a paz. Mas para Hobbes,
a assinatura de um papel não resolveria os problemas, era preciso que todos os
homens submetessem sua vontade a vontade de um só homem que conseguisse que
eles mantivessem respeito às leis. Esse homem que centralizaria o poder seria o
rei e a organização da sociedade seria o Estado absolutista. Como você pode
notar, tanto Maquiavel quanto Hobbes, pregam a necessidade de um soberano que
concentrasse em suas mãos todo o poder. Para Maquiavel seria o príncipe e para
Hobbes seria o rei, com a diferença que Maquiavel acreditava que aconteceria
uma evolução da forma de governo para a república.
O direito à vida, à liberdade e à
propriedade. Para isso, deveriam criar um conjunto de leis e escolher a forma
de governo a partir da decisão da maioria. O objetivo principal desse governo
seria garantir a propriedade e caso não cumprisse sua obrigação e usasse de
força acima do permitido pelas leis, daria o direito legítimo ao povo de
resistir e derrubar o governo tirano.
Você pode notar que Locke, ao afirmar que o povo tem o poder
de escolher a forma de governo e se rebelar contra a tirania, deixava claro
que, ao contrário de Hobbes, ele não admitia o poder absoluto de um rei ou
soberano, pois para ele qualquer tipo de governo só seria legítimo com o
consentimento do povo.
O próximo pensador, Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), escreveu o livro O Contrato
Social onde afirma que os homens escolheram entre serem completamente livres em
seus impulsos ou aceitarem as garantias de liberdade e de propriedade definidas
pelas leis. Você pode achar estranho e se perguntar como pode alguém ser livre
se existem leis que limitam a liberdade? Para Rousseau, a partir do momento que
nós fazemos as leis, obedecê-las é um ato
de liberdade.
Rousseau é racionalista, ou seja, para ele é necessário o
uso da razão e da liberdade para que os homens fizessem o contrato social, que
organizou a criação de um Estado, onde todos fossem iguais perante as leis.
Para ele, não importa a forma de governo, desde que esteja submetido ao poder
soberano do povo, sendo o governo sempre um corpo administrativo do Estado,
limitado pelo poder do povo.
Caro aluno, nesta primeira aula, estudamos como se deu a
construção da ideia de Estado na visão de quatro importantes pensadores. Na
próxima aula, vamos estudar como surgiu o Estado Moderno e que formas ele
assumiu até os dias de hoje. Agora você vai desenvolver a atividade 1.
Baseado no texto que você leu, responda as
questões abaixo:
1 – A forma de Estado defendida pelos
pensadores que estudamos tem semelhanças e diferenças.
a) Quais são as semelhanças e diferenças entre a forma de
Estado de Nicolau Maquiavel e Thomas Hobbes?
b) Quais são as semelhanças e diferenças entre a forma de
Estado de Thomas Hobbes e John Locke?
c) Quais são as semelhanças e diferenças entre a forma de
Estado de Nicolau Maquiavel e John Locke?
2 – Se você pudesse definir a forma de organização de um
Estado qual seria sua proposta?
domingo, 6 de outubro de 2013
Eleitor do Futuro
A criação do Programa Eleitor do Futuro, no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, se deu em decorrência do Programa idealizado pelo Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira quando Corregedor do Tribunal Superior Eleitoral.
Segundo seu idealizador, o Programa pretendia não só contribuir para a formação cultural e cívica dos jovens, mas também transmitir às novas gerações a visão política como uma atividade nobre, essencial à democracia e à convivência humana....
O trabalho de fomentar a consciência dos direitos e deveres dos cidadãos, em especial quanto aos seus direitos políticos, o conhecimento básico da legislação eleitoral, e o reflexo de sua participação, ou não, na vida política da nossa sociedade, junto aos jovens na faixa etária dos 11 a 17 anos, futuros eleitores, é o principal viés do Programa, que objetiva a promoção da cidadania.
Através da realização de palestras e oficinas com urnas eletrônicas, são incentivadas reflexões sobre a necessidade de se pensar em democracia, direitos e deveres não somente quando há disputa eleitoral, contribuindo assim, para a criação e manutenção de uma cultura voltada para a vivência da cidadania e, inclusive, incentivando o uso de mecanismos de fiscalização dos mandatos concedidos e acompanhamento dos trabalhos das Casas Legislativas e do orçamento público.
As oficinas consistem em realização de eleição fictícia, em que são colocados em disputa candidatos representados por alguns direitos fundamentais, a saber: 1 - Vida e Saúde; 2 - Liberdade, Respeito e Dignidade; 3 - Esporte e Lazer; 4 - Profissionalização e Proteção no Trabalho; 5 - Educação e Cultura.
Segundo seu idealizador, o Programa pretendia não só contribuir para a formação cultural e cívica dos jovens, mas também transmitir às novas gerações a visão política como uma atividade nobre, essencial à democracia e à convivência humana....
O trabalho de fomentar a consciência dos direitos e deveres dos cidadãos, em especial quanto aos seus direitos políticos, o conhecimento básico da legislação eleitoral, e o reflexo de sua participação, ou não, na vida política da nossa sociedade, junto aos jovens na faixa etária dos 11 a 17 anos, futuros eleitores, é o principal viés do Programa, que objetiva a promoção da cidadania.
Através da realização de palestras e oficinas com urnas eletrônicas, são incentivadas reflexões sobre a necessidade de se pensar em democracia, direitos e deveres não somente quando há disputa eleitoral, contribuindo assim, para a criação e manutenção de uma cultura voltada para a vivência da cidadania e, inclusive, incentivando o uso de mecanismos de fiscalização dos mandatos concedidos e acompanhamento dos trabalhos das Casas Legislativas e do orçamento público.
As oficinas consistem em realização de eleição fictícia, em que são colocados em disputa candidatos representados por alguns direitos fundamentais, a saber: 1 - Vida e Saúde; 2 - Liberdade, Respeito e Dignidade; 3 - Esporte e Lazer; 4 - Profissionalização e Proteção no Trabalho; 5 - Educação e Cultura.
Nos dias 02, 03 e 04/09/13 nossa escola Matias Neto participou do programa com os alunos do terceito ano ensino médio.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
A FORÇA DO POVO!!!
O povo está conhecendo sua força
Data: 21/06/2013 às 22:16
Por: Francisco Lourenço
Foto: Reprodução
Por: Francisco Lourenço
Foto: Reprodução
Temos acompanhado nos últimos dias protestos em várias capitais brasileiras, inicialmente, incentivados pelo “Movimento Passe Livre”, que têm como objetivo reduzir a tarifa do transporte coletivo.
Manifestações que têm conseguido resultados positivos, afinal, prefeitos de várias cidades já anunciaram a redução no preço da passagem, como ocorreu também em Araraquara, onde a partir desta sexta-feira, dia 21, a passagem passará de R$ 2,90 para R$ 2,80.
Após esses dias de protestos por vários cantos do país – com apoio até de pessoas que vivem fora do Brasil, esperamos que os brasileiros não sejam mais os mesmos, aqueles acomodados e acostumados apenas a reclamar, mas sem agir.
As manifestações pela redução no preço da passagem têm mostrado aos políticos deste país que, quem detém o poder, é o povo. Quando o povo quer, a mudança acontece.
Pena que, infelizmente, nem todos os resultados dessas manifestações são comemoráveis. Alguns grupinhos infiltrados nos protestos têm partido para o vandalismo, destruído lojas, bancos, instituições públicas e partido para o confronto com a polícia, que em alguns casos respondeu com violência.
As manifestações, de forma pacífica e dentro da legalidade, sempre são válidas, pois só assim o povo conhece a força que tem.
Fonte:http://www.gazetadeamerico.com.br/ver-noticia/editorial-o-povo-esta-conhecendo-sua-forca---2013-06-21
segunda-feira, 6 de maio de 2013
FORMAS, SISTEMAS DE GOVERNO, REGIME POLÍTICO E FORMA DE ESTADO
FORMA DE GOVERNO - É a maneira pela qual
é exercida a função da chefia do Estado. Ela pode ser uma Monarquia ou
República.
Monarquia - Define-se pela existência de uma casa real (realeza), onde determinada família é guardiã das tradições culturais e históricas da sociedade. O chefe da família real é o chefe de Estado.
República - A função de guardião do país pertence ao Estado, que é uma organização pública. Para que o Estado exerça esta função é necessário que alguém assuma sua direção.
SISTEMA DE GOVERNO - É a forma pela qual os governos se organizam.
Os sistemas podem ser: Monocrático, Parlamentarista e Presidencialista.
Monocrático - As funções executivas e legislativas estão sob a tutela de um chefe supremo (religioso, militar ou de um partido).
Parlamentarista - As chefias de Estado e de governo estão separadas. O rei ou presidente (conforme a forma de governo) é o chefe de Estado e o 1º ministro é o chefe de governo. No sistema Parlamentarista a população elege seus representantes (deputados) e os partidos que obtiverem a maioria irão constituir o governo e indicar o 1º ministro.
Presidencialismo - A chefia de Estado e de Govern são exercidas pela mesma pessoa, que é escolhida diretamente pelo eleitorado.
OBS: O governo presidencial é organizado autonomamente pelo presidente e chefiado por ele. O governo parlamentar é organizado pelo parlamento e chefiado por um parlamentar, aceito pela maioria dos deputados.
Monarquia - Define-se pela existência de uma casa real (realeza), onde determinada família é guardiã das tradições culturais e históricas da sociedade. O chefe da família real é o chefe de Estado.
República - A função de guardião do país pertence ao Estado, que é uma organização pública. Para que o Estado exerça esta função é necessário que alguém assuma sua direção.
SISTEMA DE GOVERNO - É a forma pela qual os governos se organizam.
Os sistemas podem ser: Monocrático, Parlamentarista e Presidencialista.
Monocrático - As funções executivas e legislativas estão sob a tutela de um chefe supremo (religioso, militar ou de um partido).
Parlamentarista - As chefias de Estado e de governo estão separadas. O rei ou presidente (conforme a forma de governo) é o chefe de Estado e o 1º ministro é o chefe de governo. No sistema Parlamentarista a população elege seus representantes (deputados) e os partidos que obtiverem a maioria irão constituir o governo e indicar o 1º ministro.
Presidencialismo - A chefia de Estado e de Govern são exercidas pela mesma pessoa, que é escolhida diretamente pelo eleitorado.
OBS: O governo presidencial é organizado autonomamente pelo presidente e chefiado por ele. O governo parlamentar é organizado pelo parlamento e chefiado por um parlamentar, aceito pela maioria dos deputados.
REGIMES POLÍTICOS
Regime
político, na ciência política,é
o nome que se dá ao conjunto de instituições políticas por meio das quais um estado se organiza de maneira a exercer o seu podersobre
a sociedade. Cabe notar que esta definição é
válida mesmo que o governo seja considerado ilegítimo. Tais instituições
políticas têm por objetivo regular a disputa pelo poder
político e o seu respectivo exercício, inclusive o relacionamento
entre aqueles que detêm o poder político (autoridade) e os demais membros da
sociedade (administrados).
No
mundo atual, a democracia tem sido um dos regimes mais exigidos pelo povo.
AUTORITARISMO: É
caracterizada pela ênfase na autoridade do Estado em uma república ou união. É controlado por
legisladores não eleitos que usualmente permitem algum grau de liberdade
individual.
Pode ser definido como um comportamento em que uma instituição ou pessoa se
excede no exercício da autoridade de que lhe foi investida. Há o abuso de poder
e da autoridade, confundindo-se com o despotismo.
DEMOCRACIA: O
poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo),
direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual.
Uma democracia pode existir num sistema presidencialistaou parlamentarista,republicano ou monárquico.
DITADURA: É um
governo autoritário e antidemocrático. O ditador é considerado um líder
repressor.
TOTALITARISMO: Geralmente, o Estado está normalmente sob o controle de uma única
pessoa, político, facção ou classe, não reconhece limites à sua autoridade e se esforça para regulamentar
todos os aspectos da vida pública e privada, sempre que possível. O
totalitarismo é caracterizado pela coincidência do autoritarismo(onde os cidadãos comuns não têm participação
significativa na tomada de decisão do Estado) e da ideologia (um esquema generalizado de
valores promulgado por meios institucionais para orientar a maioria, senão
todos os aspectos da vida pública e privada). Os regimes ou movimentos totalitários mantêm o
poder político
através de uma propaganda
abrangente divulgada através dos meios de
comunicação controlados pelo Estado, um partido único que é muitas vezes marcado
por culto de
personalidade, o controle sobre a
economia, a regulação e restrição da expressão,
a vigilância em massa e o disseminado uso do terrorismo de
Estado.
FORMA DE ESTADO - FEDERATIVO E UNITÁRIO
Estado Federativo- Brasil, cada Estado membro é considerado
um ente federativo, ou seja, dispõem de certa autonomia, podendo dentre outras
coisas ter uma Constituição Estadual , como a de São Paulo, Minas Gerais,
Bahia.... ou seja, nessa forma de regime, além da Constituição Federal os
Estados Membros tem sua Constituição e sua Autonomia (câmara dos vereadores é
outros exemplo dessa autonomia, eles fazem leis municipais).
No Brasil, outros entes federativos são os Municípios e territórios .
No caso dos Municípios a " Constituição" é chamada lei Orgânica"
Outro exemplo é os EUA
Estado Unitário - não há essa divisão, valendo a mesma lei em todo território, é uma unidade única, são geralmente Países de extensão territorial pequena, como A Dinamarca, a Colômbia o Congo e outros
No Brasil, outros entes federativos são os Municípios e territórios .
No caso dos Municípios a " Constituição" é chamada lei Orgânica"
Outro exemplo é os EUA
Estado Unitário - não há essa divisão, valendo a mesma lei em todo território, é uma unidade única, são geralmente Países de extensão territorial pequena, como A Dinamarca, a Colômbia o Congo e outros
APOSTILA 3º ANO - SEGUNDO BIMESTRE
Olá pessoal,
Segue abaixo link da apostila do segundo bimestre - POLÍTICA, PODER E ESTADO.
Bom estudo!
http://www.ziddu.com/downloadlink/22144458/APOSTILADESOCIOLOGIAPARAO3ANO-polticaeestado.doc
segunda-feira, 18 de março de 2013
Mídia, cultura e política no Brasil
Ao se abordar a temática da
indústria cultural no Brasil, obrigatoriamente tem-se de retratar o papel da
televisão brasileira. Torna-se, então, pertinente acompanharmos o trecho do
texto de Marco Antonio Bettine de Almeida, “Aspectos teóricos da indústria
cultural e a televisão no Brasil”.
A
TELEVISÃO COMO CONSOLIDAÇÃO DA INDÚSTRIA CULTURAL NO CENÁRIO
BRASILEIRO
Foi com os militares que tivemos um amplo
avanço da indústria cultural no Brasil (ALMEIDA e GUTIERREZ, 2005), através da
incorporação e importação de todo o aparato tecnológico ligado às artes
audiovisuais, principalmente a televisão. Esta é claro, já existia há algum
tempo no país, a novidade daquela época era seu poder e alcance, em grande parte
determinada por sua organização verdadeiramente moderna e pelo irrestrito apoio
estatal a seu crescimento que, de tão intenso, chegou a provocar profundo
impacto tanto no modo de ser da experiência cultural – afetando, em alguns
casos, o destino de obras de outros gêneros (teatro, artes plásticas, músicas,
poesia) –, quanto na própria situação material do produtor de
cultura.
No teatro, na música e na
poesia a arte audiovisual se fazia presente, com textos fotográficos, dinâmicos
e urbanos, com sons que descreviam histórias, fatos e acontecimentos em imagens,
com peças que esboçavam o fascínio, as cores e o Brasil. A televisão influenciou
todo o ramo artístico, era o novo meio de comunicação, com uma abrangência
assustadora, levando à incorporação de artistas e técnicos que viam na televisão
uma nova estética, um novo meio de fazer arte. Um novo meio de reprodutibilidade
técnica, já que não necessitava mais do palco para fazer teatro, existia agora a
reprodução das imagens em forma de tela.
A indústria cultural através
da televisão incorporou a arte nacional-popular. O mercado introduziu na sua
programação as expressões nacionais-populares – poesia marginal, cinema novo,
teatro do oprimido, Centro Popular de Cultura, UNE-volante, tropicália – e
transformou-as, através do processo de colonização – num mercado de consumo
ligado ao nacionalismo e desenvolvimentismo com propagandas governamentais. O
exemplo clássico deste nacionalismo sem engajamento, juntamente com o
afastamento da estética e a desistência de algo inovador foram as
novelas.
"Neste processo de
industrialização todos os mecanismos são transformados em mercadorias, a
emancipação feminina, a liberdade sexual, todos estes discursos nascidos dos
artistas de esquerda perderam o seu caráter subversivo na era da indústria
cultural. Esse aproveitamento conservador do sexo pelo mercado coexiste com o
velho conservadorismo a glorificar a tradição, família e propriedade. Vivendo as
tradições do passado e a apologia da liberação sexual nas telenovelas" (RIDENTI,
1999, p.238).
Estes são motivos suficientes
para demonstrar a força e a importância da televisão no Brasil. As novelas foram
a grande invenção nacional. Capazes de prender mais de 70% dos telespectadores,
com seu linguajar cotidiano, temas da vida privada e unicidade cultural. As
novelas propiciaram tal conjunção com o público que as mulheres aprenderam a se
vestir como os personagens e as adolescentes aprenderam a querer seus sonhos
modernos. Segundo Kornis (2001, p.11) em 1964, quando a história da televisão
brasileira começaria, o Brasil tinha 34 estações de TV e 1,8 milhão de aparelhos
receptores. Em 1978, já eram 15 milhões de receptores. Em 1987, 31 milhões de
televisores se espalhavam pelo País, dos quais 12,5 milhões em cores. Hoje,
trata-se do sexto maior parque de receptores instalados no
mundo.
Depois de 1980, quando se
inicia o processo de redemocratização, segundo Ridenti (1999), há uma ampliação
dos bens culturais industrializados, pois se há o fortalecimento da indústria
cultural com os militares é no período de abertura política que ela chega ao seu
apogeu. Sem a censura os filmes, livros e programas nacionais e internacionais
tiveram a possibilidade de serem divulgados amplamente. Com a abertura política
ficou mais fácil a penetração dos bens culturais de massa a serem lançados e
consumidos pela população.
A abertura política, no começo
da década de 1980, propiciou um desenvolvimento vertiginoso da indústria
cultural, em função principalmente dos investimentos que já tinham sido
realizados durante o regime militar na área das comunicações, sempre sob
controle dos órgãos de censura. Porém, é preciso ter presente que enquanto a
expressão típica da industria cultural no regime militar caracterizou-se pelo
nacional-desenvolvimentismo, a industria cultural na redemocratização e nos
períodos subseqüentes foi marcada pela globalização e pelo fim da censura. Estes
dois acontecimentos mostraram ser o casamento perfeito para o desenvolvimento da
Industria Cultural brasileira, tendo como carro chefe a
televisão.
Conclusão
REVISTA DIGITAL - Buenos Aires -
Año 13 - Nº 121 - Junio de 2008 - http://www.efdeportes.com/efd121/aspectos-teoricos-da-industria-cultural-e-a-televisao-no-brasil.htm
acesso em 23/04/2011, 19:10 h (fragmento)
15. A partir do texto apresentado
e das reflexões sobre a indústria cultural, pode-se afirmar que a televisão é
benéfica ou maléfica para a sociedade brasileira? Discuta com seus colegas e
registre suas conclusões.
sábado, 22 de setembro de 2012
"Voto não tem preço, tem consequências"
Esse é o tema de campanhas desenvolvidas por várias instituições, como OAB, Ministério público, etc, em eleições anteriores para mostrar à população as consequências da venda de voto.
Você sabe o que faz um prefeito? Um vereador? Sabe como as decisões tomadas por eles afetam o seu dia-a-dia? A educação, a saúde, o lazer e muitas outras coisas na sua cidade?
Veja na reportagem abaixo como esse tema tem tudo a ver com as eleições municipais de 2012 em Macaé.
Autor: Cristian Kupfer cristiankupfer@odebateon.com.br
Você sabe o que faz um prefeito? Um vereador? Sabe como as decisões tomadas por eles afetam o seu dia-a-dia? A educação, a saúde, o lazer e muitas outras coisas na sua cidade?
Lembre-se: A corrupção para
existir precisa de você! E para deixar de existir também...
TRE e PF apreendem 98 cestas básicas e investigam uso eleitoral
Além de produtos alimentícios, 37 caixas de cervejas e 30 engradados de água mineral também foram apreendidos
Em 21/09/2012 às 14h02
Oito fiscais da 109ª Zona Eleitoral de Macaé, juntamente com apoio da Polícia Federal (PF) e Grupo de Apoio à Promotoria (GAP) do Ministério Público, apreenderam no final da tarde de quinta-feira (20), por volta das 16h30, aproximadamente 100 cestas básicas, 37 caixas de cervejas e 30 engradados de água mineral dentro de um imóvel fechado, localizado na Rua 1, nº 160, no bairro Ajuda de Baixo.
Segundo fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a operação aconteceu após denúncia anônima de que havia no local a distribuição de produtos alimentícios em troca de votos, e tudo indica que esse tipo de atividade estaria ligado a um determinado candidato a vereador do município.
Após diligência, agentes aguardavam o proprietário para entrar no logradouro, onde, para surpresa, foram encontrados quase 100 produtos alimentícios embalados para serem distribuídos para os eleitores.
Diante deste fato, o dono da residência informou que o local estava alugado para terceiros e que não sabia do ocorrido. Imediatamente, a fiscalização do Cartório Eleitoral, junto com o GAP, recolheu todos os produtos que estavam dentro do imóvel, colocando dentro de duas vans do TRE, e encaminharam para o pátio da Polícia Federal.
A suspeita inicial é de compra de voto, o que configura crime eleitoral. Conforme os fiscais do TRE, Luiz Cláudio Corrêa e Luiz Everaldo dos Santos, a investigação teve início depois que moradores desconfiaram de pessoas que recebiam a carga de forma frequente em uma casa utilizada como depósito.
Para o chefe do Cartório da 109ª Zona Eleitoral, Willian Dias, trata-se de práticas que, se observadas, podem resultar em multa e cassação do registro do candidato, pois esses tipos de ações caracterizam improbidade administrativa e crime eleitoral.
"O mesmo vale para a doação ou promessa de vantagens pessoais, como material de construção, remédios, alimentos, roupas e outras coisas, e veicular propaganda institucional que beneficie candidato ou partido", explicou Willian.
Um inquérito será aberto pela PF, no qual o candidato e o responsável por ter alugado o imóvel para este tipo de atividade serão intimados para prestar esclarecimentos. O caso será encaminhado para o Ministério Público Eleitoral, e se for comprovado, o candidato pode ser processado por abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio, que consiste em oferecer vantagens aos eleitores em troca de votos. Caso condenado, ele ficará inelegível.
Autor: Cristian Kupfer cristiankupfer@odebateon.com.br
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Acabou a Pizza?
Após sete anos de espera, começou no dia 02 de agosto o julgamento do mensalão, o maior esquema de corrupção já descoberto no país. E para a surpresa de muitos, para não dizer de todos, até o momento a maioria dos 38 réus estão sendo condenados por pelos menos uma das várias acusações existentes.
Esse deverá ser o mais longo julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos seus 120 de existência, além do mais importante. Muitos queriam que ele fosse adiado, entre outros motivos por ser um ano de eleição. O ministro Gilmar Mendes inclusive acusou o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva de ter pedido o adiamento, mas Lula negou. Apesar de tudo, o julgamento começou e a previsão é que ele termine até o final do ano.
O Caso
Tudo começou em 2005 quando um ex-funcionário dos Correios, ligado ao ex-deputado Roberto Jefferson, foi filmado recebendo dinheiro de empresas interessadas em participar de uma licitação do governo. A imagem correu o país, mas o que veio depois a tornou apenas a ponta do iceberg do escândalo que apareceu.
Para não cair sozinho, Roberto Jefferson denunciou que a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) pagava R$ 30 mil mensais (daí o termo mensalão) para deputados votarem a favor de projetos do governo. A partir de então foi criada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios e todo o esquema foi sendo descoberto. O ex-deputado afirmou ainda que Lula tinha conhecimento, o então presidente negou e disse ter sido traído.
Segundo a Procuradoria-Geral da República o esquema possuía o núcleo político, o operacional e o financeiro. No primeiro estavam figurões da política, como o ex-presidente do PT, José Genoino, o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares e o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. O segundo núcleo foi o chamado Valerioduto, pois as empresas de Marcos Valério eram usadas para desviar o dinheiro público. Já no terceiro o Banco Rural dava suporte ao esquema com empréstimos e outras transações fraudulentas.
Julgamento
Dos 40 acusados inicialmente em 2007, quando o processo chegou ao STF, dois foram excluídos por falta de provas, o secretário de comunicação Luiz Gushiken e o ex-tesoureiro do PT Antônio Lamas; o outro tesoureiro, Silvio Pereira, fez um acordo com o Ministério Público para prestar serviços a comunidade e o ex-deputado José Janane morreu em 2010.
No total, são sete acusações existentes: formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, peculato, gestão fraudulenta e evasão de divisas. Após a primeira fase de defesa dos réus o julgamento foi divido em sete partes, de acordo com o grupo de pessoas envolvidas em cada uma delas. Três etapas já foram julgadas e até agora apenas duas pessoas foram absolvidas.
Quando todas as partes forem julgadas serão definidas as penas para cada um dos condenados. No entanto se forem aplicadas penas mínimas para alguns crimes, como formação de quadrilha, esses já poderão estar prescritos. Além disso, há a possibilidade dos advogados de defesa fazerem embargos de declaração - uma espécie de recurso -, mas isso não costuma alterar as decisões já tomadas.
Veredito
Todos os meios de comunicação estão acompanhando tudo de perto e muitas pessoas acreditam que isso pode influenciar positivamente no resultado do julgamento. Até o momento os resultados são satisfatórios para a opinião pública, mas será que os réus mais conhecidos, por na época serem políticos, também serão condenados?
Será que o velho ditado “A Justiça tarda mais não falha” poderá ser aplicado para esse caso ou será que as condenações serão apenas para os “peixes pequenos”? O que nos resta é esperar as cenas dos próximos capítulos para saber se nós brasileiros sentiremos mais uma vez um gostinho de pizza ou se teremos a sensação de justiça.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Cidadania
A cidadania é algo que deve ser aprendido e ensinado diariamente. É um saber em permanente construção.
E neste momento em que buscamos efetiva participação política de toda a população, penso ser de extrema importância que todos entendam o que significa ser um "cidadão", com direitos e deveres (civis, sociais e políticos).
CIDADANIA
Um dos fundamentos do regime democrático é o conceito de cidadania. Segundo o sociólogo Herbert de Souza (Betinho), “cidadão é um indivíduo que tem consciência de seus direitos e deveres e participa ativamente de questões da sociedade. Tudo o que acontece no mundo, acontece comigo. Então eu preciso participar das decisões que interferem na minha vida. Um cidadão com um sentimento ético forte e consciente da cidadania não deixa passar nada, não abre mão desse poder de participação(...).
Um dos fundamentos do regime democrático é o conceito de cidadania. Segundo o sociólogo Herbert de Souza (Betinho), “cidadão é um indivíduo que tem consciência de seus direitos e deveres e participa ativamente de questões da sociedade. Tudo o que acontece no mundo, acontece comigo. Então eu preciso participar das decisões que interferem na minha vida. Um cidadão com um sentimento ético forte e consciente da cidadania não deixa passar nada, não abre mão desse poder de participação(...).
Para entender melhor, leiam algumas matérias sobre o assunto nos sites abaixo:
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/sociologia/cidadania-e-direitos-politicos-e-sociais-origem-e-importancia.htm
http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/ESSO/Edicoes/0/exercicio-da-cidadania-requer-aprendizagem-e-pratica-207231-1.asp
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Getúlio Vargas
Boa tarde,
Getúlio Vargas morreu em 24/08/1954. Em seu governo ele apresentou medidas inovadoras, porém umas foram controladoras e ditatoriais. Inteire-se sobre este período:
http://www.brasilescola.com/ historiab/era-vargas.htm
Getúlio Vargas morreu em 24/08/1954. Em seu governo ele apresentou medidas inovadoras, porém umas foram controladoras e ditatoriais. Inteire-se sobre este período:
http://www.brasilescola.com/
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Que País é este?
A canção a
seguir, de autoria de Renato Russo, veicula certa visão sobre a nação
brasileira. Leia-a (de preferência ouça-a) com atenção para responder às
questões.
Que país é este
Nas favelas, no Senado,
Sujeira pra todo lado,
Ninguém respeita a
Constituição,
Mas todos acreditam no
futuro da nação.
Que país é esse?
No Amazonas, no Araguaia,
Na Baixada fluminense,
Mato Grosso, nas Gerais
E no Nordeste tudo em paz.
Na morte eu descanso,
Mas o sangue anda solto,
Manchando os papéis e
documentos fiéis
Ao descanso do patrão.
Que país é esse?
Terceiro mundo, se for,
Piada no exterior,
Mas o Brasil vai ficar
rico,
Vamos faturar um milhão,
Quando vendermos todas as
almas
Dos nossos índios num
leilão.
Que país é esse? (Legiao Urbana, Que país é este 1978/1987)
1. De acordo com os dois primeiros versos da canção, a pergunta “Que país é este?” se destinaria a todos os brasileiros ou a um grupo específico? Justifique. A todos os brasileiros. A expressão “Nas favelas”, referência ao “povão”, acompanhada da expressão “no Senado”, referência às nossas elites, à classe dirigente do país, indica que a pergunta se destina a toda a população do país, sem distinção de classes.
2. Uma das características de uma nação é que seus integrantes habitam um território demarcado, em que prevalecem certas peculiaridades culturais. Aponte e explique a passagem da canção em que se percebe que, geográfica e culturalmente, o Brasil é uma nação. A passagem “No Amazonas, no Araguaia, / Na Baixada fluminense, / Mato Grosso, nas Gerais / E no Nordeste tudo em paz” refere-se a diversas regiões do Brasil e sugere a existência de um componente cultural em comum entre elas: a expressão “tudo em paz” pode ser entendida como um comentário sobre a passividade do brasileiro diante dos problemas sociais.
3. Geralmente associamos a ideia de nação a valores altamente positivos, como união, igualdade e justiça. Ao traçar um retrato da nação brasileira, o compositor reafirma ou rejeita essa visão? Justifique.
Que país é este
Nas favelas, no Senado,
Sujeira pra todo lado,
Ninguém respeita a
Constituição,
Mas todos acreditam no
futuro da nação.
Que país é esse?
No Amazonas, no Araguaia,
Na Baixada fluminense,
Mato Grosso, nas Gerais
E no Nordeste tudo em paz.
Na morte eu descanso,
Mas o sangue anda solto,
Manchando os papéis e
documentos fiéis
Ao descanso do patrão.
Que país é esse?
Terceiro mundo, se for,
Piada no exterior,
Mas o Brasil vai ficar
rico,
Vamos faturar um milhão,
Quando vendermos todas as
almas
Dos nossos índios num
leilão.
Que país é esse? (Legiao Urbana, Que país é este 1978/1987)
1. De acordo com os dois primeiros versos da canção, a pergunta “Que país é este?” se destinaria a todos os brasileiros ou a um grupo específico? Justifique. A todos os brasileiros. A expressão “Nas favelas”, referência ao “povão”, acompanhada da expressão “no Senado”, referência às nossas elites, à classe dirigente do país, indica que a pergunta se destina a toda a população do país, sem distinção de classes.
2. Uma das características de uma nação é que seus integrantes habitam um território demarcado, em que prevalecem certas peculiaridades culturais. Aponte e explique a passagem da canção em que se percebe que, geográfica e culturalmente, o Brasil é uma nação. A passagem “No Amazonas, no Araguaia, / Na Baixada fluminense, / Mato Grosso, nas Gerais / E no Nordeste tudo em paz” refere-se a diversas regiões do Brasil e sugere a existência de um componente cultural em comum entre elas: a expressão “tudo em paz” pode ser entendida como um comentário sobre a passividade do brasileiro diante dos problemas sociais.
3. Geralmente associamos a ideia de nação a valores altamente positivos, como união, igualdade e justiça. Ao traçar um retrato da nação brasileira, o compositor reafirma ou rejeita essa visão? Justifique.
O compositor rejeita a concepção romântica de nação como um grupo de
pessoas unido por causas nobres. Segundo a canção, o que nos une e nos faz
sentir pertencentes à mesma nação são os nossos vícios (dentre eles a falta de
ética, o oportunismo, a hipocrisia e a passividade), como se percebe pelos
versos “Ninguém respeita a Constituição, / Mas todos acreditam no futuro da
nação”.
Tarefa
Uma das preocupações dos cientistas políticos é definir com precisão seu objeto de estudo. Como vimos em aula, muitos tentam fazê-lo identificando as finalidades da atividade política. A respeito disso, Norberto Bobbio diz:
A Política não tem fins perpetuamente estabelecidos, e muito menos um fim que os compreenda a todos e que possa ser considerado como o seu verdadeiro fim: os fins da Política são tantos quantas são as metas que um grupo organizado se propõe, de acordo com os tempos e circunstâncias.
Tarefa
Uma das preocupações dos cientistas políticos é definir com precisão seu objeto de estudo. Como vimos em aula, muitos tentam fazê-lo identificando as finalidades da atividade política. A respeito disso, Norberto Bobbio diz:
A Política não tem fins perpetuamente estabelecidos, e muito menos um fim que os compreenda a todos e que possa ser considerado como o seu verdadeiro fim: os fins da Política são tantos quantas são as metas que um grupo organizado se propõe, de acordo com os tempos e circunstâncias.
Compare agora
a declaração de Bobbio com esta estrofe camoniana: Mudam-se os tempos, mudam-se
as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de
mudança, Tomando sempre novas qualidades.
A estrofe de Camões cita uma característica das sociedades humanas que podemos associar à dificuldade de definir a política pelos seus fins. Qual seria essa característica? As inevitáveis mudanças do contexto histórico, que resultam em mudanças ideológicas e culturais (como afirmou Camões, “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”). Os fins da política também variam de acordo com o momento histórico. Assim, a dificuldade de definir a política pelos seus fins reside na impossibilidade de formular leis gerais para explicar uma atividade cujas regras se alteram constantemente.
Fonte: http://sociologianocivitatis.blogspot.com.br
A estrofe de Camões cita uma característica das sociedades humanas que podemos associar à dificuldade de definir a política pelos seus fins. Qual seria essa característica? As inevitáveis mudanças do contexto histórico, que resultam em mudanças ideológicas e culturais (como afirmou Camões, “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”). Os fins da política também variam de acordo com o momento histórico. Assim, a dificuldade de definir a política pelos seus fins reside na impossibilidade de formular leis gerais para explicar uma atividade cujas regras se alteram constantemente.
Fonte: http://sociologianocivitatis.blogspot.com.br
Só de Sacanagem
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!
Elisa LucindaQuantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!
Um vídeo para parar e pensar, sobre tudo aquilo que estamos passando no Brasil de hoje.
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