Sejam Bem Vindos!

Este blog foi criado para melhor interação com meus alunos do Ensino Médio, facilitando a comunicação, troca de infromações e conteúdos. Espero que seja útil a todos que se interessam pelos temas abordados.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Transformações recentes no mundo do trabalho

Contexto


Na década de 1970, com a recessão econômica causada pela crise do petróleo, os capitalistas desenvolveram novas formas de trabalho, visando diminuir os custos de produção e aumentar seus ganhos. Começaram, então, a surgir formas de flexibilização do trabalho e do mercado que tem a ver com a busca desenfreada por mais lucro.

O fordismo começou a apresentar problemas, por que não estava mais conseguindo acompanhar o mercado, ou seja, as pessoas queriam produtos diversificados, personalizados e inovadores. O fordismo era lento para inovar, cada vez que se modificava um produto tinha que modificar muitas máquinas, supunha um estoque grande de mercadorias, etc. tudo isso elevou os custos de produção.

Flexibilização ou acumulação flexível, se refere aos processos que o mundo do trabalho vem sofrendo no âmbito da produção, dos mercados de trabalho, dos produtos e padrões de consumo. Todos estes baseados na inovação e na contraposição aos padrões fordistas de acumulação.

Nova tendência: acumulação flexível

Sistema no qual a rigidez fordista é substituída pela produção flexível.

Nesse sistema, inverte-se a lógica fordista em que a indústria determinava o que seria consumido. Hoje os consumidores determinam o que as empresas irão produzir e oferecer.

A acumulação flexível assim está formatada ou pensada, para atender as novas tendências do mercado. Os consumidores que não querem mais produtos padronizados na sua generalidade, mas requerem produtos com características que correspondam a sua personalidade e necessidade. Diferentes públicos como jovens, mulheres, idosos, deficientes, gays, esportistas, empresários, etc. exigem produtos com detalhes e adereços próprios para o seu grupo, que como dito, correspondam a sua personalidade e necessidade.

Baseado nisso, o sistema possui características como:

Produção flexível:
Produção de um reduzido número de mercadorias, voltadas a um público específico. Ex.: mulheres, jovens, velhos, deficientes, homossexuais, ecologistas, aventureiros, etc.
Diferentemente do fordismo que está destinado para fabricação de produtos padronizados e homogêneos em grande quantidade e para mercados de massa em que os consumidores não se distinguem. Ex: Automóvel Modelo T

A produção flexível oferece produtos específicos para públicos distintos. Os produtos podem ser carros adaptados ou personalizados, softwares para empresas segundo sua necessidade, calçados, móveis, objetos, acessórios personalizados de acordo com a vontade do consumidor.

Isso é possível, principalmente, devido, as tecnologias baseadas na computação. Desse modo, o domínio da informática ganha cada vez mais importância no mundo do trabalho.

Produção em grupo:
Ao contrário do fordismo, em que as empresas tinham uma gerência que funcionava como uma espécie de “cérebro da empresa”, que pensava todas as etapas da produção, na acumulação flexível, a tendência é que os grupos de trabalhadores colaborem no desenvolvimento de todo o processo de produção. A atividade do trabalhador não se resume mais à execução de uma tarefa repetitiva e exaustiva: deve também ajudar a propor soluções para a empresa.

Trabalho em equipe: Ao invés de ter um cargo definido, com um conjunto fixo de tarefas a serem realizadas, o trabalhador deve enfrentar situações distintas em grupos colaborativos.
Forma-se um grupo para realizar um projeto e, logo depois, dissolve-se esta equipe, deslocando seus membros para novos projetos.
Ex: agências de publicidade, projetos de engenharia, grupos de pesquisa, etc.

Habilidades múltiplas:
Como dito anteriormente, a participação do empregado não é mais exigida somente em uma única tarefa repetida à exaustão, mas em uma variedade de tarefas. Por isso, o mercado exige um empregado capaz de resolver problemas e propor idéias criativas.

As decisões em relação à contratação de um funcionário não são mais baseadas exclusivamente na sua escolarização e qualificações, mas na capacidade desse funcionário de se adaptar e adquirir novas habilidades com rapidez.
(Isso não quer dizer que não devemos nos qualificar, ao contrário, quer dizer que devemos estar constantemente nos atualizando, dominando novos recursos).

Conclusão
Portanto, da rigidez do fordismo, passamos a um mercado de produção e trabalho flexível. O mercado exige profissionais que tenham a capacidade de colaborar coletivamente e, ao mesmo tempo, de trabalhar de forma independente, de ser criativo diante de desafios, de adquirir novas habilidades com rapidez. Enfim, a idéia hoje consiste em grupos de pessoas criativas e qualificadas que consigam oferecer soluções aos desafios.


BIBLIOGRAFIA:
GIDDENS, Anthony. Sociologia. Ed. Artmed. Porto Alegre, 2004.
TOMAZI, Nelson Dácio. Sociologia para o ensino médio. Ed. Atual. São Paulo, 2007.

Taylorismo e Fordismo

 

Os sistemas produtivos foram se aprimorando desde o advento do capitalismo. No final do século XIX, Frederick Taylor, propôs a aplicação de princípios científicos, na organização do trabalho, buscando maior racionalização do processo produtivo. Henry Ford, em 1914, foi o primeiro a aplicar em sua fábrica o modelo proposto por Taylor.
A iniciativa de Ford inaugurou uma nova fase na produção industrial, pois melhorou muito os resultados da produção.
Na fábrica de automóveis produziam apenas um modelo de carro (modelo T), com um única cor, única potencia, enfim totalmente padronizado, sem nenhuma variação.
Foi estabelecida uma jornada de trabalho de 8 horas diárias - o que para época era muito atrativo, pois em outros lugares não tinham jornada fixa - com um salário fixo de 5 dólares por dia, o suficiente para prover as necessidades do trabalhador e restar um pouco para o lazer.
Cada trabalhador realizava apenas um movimento na linha de montagem, ex: enroscar um parafuso, bater um prego, colar algo, etc. O automóvel ia ganhando forma no decorrer da linha de montagem e quando chegava ao final, estava pronto.
Este trabalhador não precisava possuir habilidades, nem pensar, bastava obedecer ordens.
Na fábrica fordista somente a gerência poderia pensar na organização da produção, sempre visando melhorar a eficiência, os trabalhadores eram apartados desse processo.
Esse tipo de organização do trabalho trouxe resultados surpreendentes para produção, mas, por outro lado alienou os trabalhadores. (alienação = sem consciência da própria realidade)
Aos poucos toda a sociedade começou a se organizar dessa forma.

Podemos resumir as características do trabalho nesse sistema:

- O trabalho é fragmentado (é dividido em varias partes);

- Cada trabalhador executa apenas uma etapa ou movimento;

- O trabalho é exaustivo;

- Não é necessária muita qualificação;

- O trabalhador é tratado como uma máquina que quase não precisa pensar;

- São realizadas tarefas simples e repetitivas, com movimentos mecânicos que dispensam reflexão e criatividade.

Essa é a forma como a produção se organizou até os anos 70, mas até hoje continua predominante, contudo, tem sido substituída por formas mais flexíveis de produção e trabalho.

BIBLIOGRAFIA:
GIDDENS, Anthony. Sociologia. Ed. Artmed. Porto Alegre, 2004.
TOMAZI, Nelson Dácio. Sociologia para o ensino médio. Ed. Atual. São Paulo, 2007.

Relações Sociais no Século XXI


Vejam este discurso acerca de como a internet e as redes sociais influenciam o relacionamento entre as pessoas no século XXI.


A nova realidade humana e o mundo virtual
Vivemos atualmente um processo de fragilidade em nossas relações sociais na internet que promove incertezas e dúvidas em nossa existência.

 
Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, o mundo atual vive um momento de frouxidão nas relações sociais. Isto quer dizer que, com o avanço da tecnologia no século XXI, as pessoas tendem a se relacionar mais por meio de aparelhos eletrônicos do que pessoalmente.

Hoje, vivemos o que os sociólogos chamam de amor líquido, já que nossas relações de afetividade tornam-se facilmente descartáveis. Assim, o verso do poeta brasileiro Vinícius de Moraes, “Que seja eterno enquanto dure”, encaixa-se perfeitamente ao que estamos vivendo nos dias atuais. Nesse sentido, as relações entre as pessoas estão cada vez mais vulneráveis e a realidade do mundo virtual proporciona a escolha de novos amigos e novos amores facilmente, ou melhor dizendo, num simples “clique” do computador. As identidades são forjadas a fim de chamar atenção das pessoas, pois vivemos a dicotomia entre mundo virtual e mundo real, em que um indivíduo pode assumir diferentes personalidades, mantendo relações pouco duradouras.

Essa fase de amor líquido representa um declínio das sólidas relações humanas, posto que por meio de aparelhos como as redes sociais, a amizade, o amor e o respeito entre as pessoas são facilmente descartáveis. Mesmo essas ferramentas virtuais sendo importantes para reencontrar antigos amigos ou conversar com algum parente que esteja distante, elas não substituem a realidade das verdadeiras sensações humanas de trocar palavras com a pessoa que você ama sem ser por meio da tela de computador.

O amor líquido vivido atualmente mostra o enfraquecimento de sentimentos importantes na conduta humana. O namoro virtual é um exemplo que retrata bem a ausência de valores que eram indispensáveis para um relacionamento entre duas pessoas. Possa ser que duas pessoas que se conheçam através de um namoro virtual passem a se encontrar pessoalmente, tendo um relacionamento duradouro, porém, em muitos casos, as relações virtuais são camufladas por personalidades falseadas de “amizade ou amor”.

A ausência de aspectos importantes para um bom relacionamento entre duas pessoas é promovida por essa realidade virtual em que vivemos no século XXI. Nessa virtualização das relações sociais, a construção da amizade ou do amor ocorre sem muitos obstáculos e são rapidamente substituídas por outras como se fossem informações sem valores. Diante disso, o que presenciamos em relação ao amor é que ele está sendo vivenciado de uma maneira mais incerta e duvidosa, pois nunca houve tantas opções de relacionamentos como presenciamos nas redes sociais e nunca houve tanta fragilidade e instabilidade em nossas relações como as vividas atualmente. Portanto, é nessa sociedade líquida que buscamos aquilo que existe desde o surgimento da humanidade, o amor.


Por Fabrício Santos
Graduado em História

Fonte: http://www.brasilescola.com/historiag/relacoes-sociais-no-seculo-xxi.htm

sábado, 22 de setembro de 2012

"Voto não tem preço, tem consequências"

Esse é o tema de campanhas desenvolvidas por várias instituições, como OAB, Ministério público, etc, em eleições anteriores para mostrar à população as consequências da venda de voto.
Você sabe o que faz um prefeito? Um vereador? Sabe como as decisões tomadas por eles afetam o seu dia-a-dia? A educação, a saúde, o lazer e muitas outras coisas na sua cidade?





Lembre-se: A corrupção para existir precisa de você! E para deixar de existir também...


Veja na reportagem abaixo como esse tema tem tudo a ver com as eleições municipais de 2012 em Macaé.

TRE e PF apreendem 98 cestas básicas e investigam uso eleitoral

Além de produtos alimentícios, 37 caixas de cervejas e 30 engradados de água mineral também foram apreendidos

Em 21/09/2012 às 14h02


 
Agentes do TRE apreenderam mais de 90 cestas básicas em uma residência que servia como depósito Agentes do TRE apreenderam mais de 90 cestas básicas em uma residência que servia como depósito
Oito fiscais da 109ª Zona Eleitoral de Macaé, juntamente com apoio da Polícia Federal (PF) e Grupo de Apoio à Promotoria (GAP) do Ministério Público, apreenderam no final da tarde de quinta-feira (20), por volta das 16h30, aproximadamente 100 cestas básicas, 37 caixas de cervejas e 30 engradados de água mineral dentro de um imóvel fechado, localizado na Rua 1, nº 160, no bairro Ajuda de Baixo.

Segundo fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a operação aconteceu após denúncia anônima de que havia no local a distribuição de produtos alimentícios em troca de votos, e tudo indica que esse tipo de atividade estaria ligado a um determinado candidato a vereador do município.

Após diligência, agentes aguardavam o proprietário para entrar no logradouro, onde, para surpresa, foram encontrados quase 100 produtos alimentícios embalados para serem distribuídos para os eleitores.

Diante deste fato, o dono da residência informou que o local estava alugado para terceiros e que não sabia do ocorrido. Imediatamente, a fiscalização do Cartório Eleitoral, junto com o GAP, recolheu todos os produtos que estavam dentro do imóvel, colocando dentro de duas vans do TRE, e encaminharam para o pátio da Polícia Federal.

A suspeita inicial é de compra de voto, o que configura crime eleitoral. Conforme os fiscais do TRE, Luiz Cláudio Corrêa e Luiz Everaldo dos Santos, a investigação teve início depois que moradores desconfiaram de pessoas que recebiam a carga de forma frequente em uma casa utilizada como depósito.

Para o chefe do Cartório da 109ª Zona Eleitoral, Willian Dias, trata-se de práticas que, se observadas, podem resultar em multa e cassação do registro do candidato, pois esses tipos de ações caracterizam improbidade administrativa e crime eleitoral.

"O mesmo vale para a doação ou promessa de vantagens pessoais, como material de construção, remédios, alimentos, roupas e outras coisas, e veicular propaganda institucional que beneficie candidato ou partido", explicou Willian.

Um inquérito será aberto pela PF, no qual o candidato e o responsável por ter alugado o imóvel para este tipo de atividade serão intimados para prestar esclarecimentos. O caso será encaminhado para o Ministério Público Eleitoral, e se for comprovado, o candidato pode ser processado por abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio, que consiste em oferecer vantagens aos eleitores em troca de votos. Caso condenado, ele ficará inelegível.


Autor: Cristian Kupfer cristiankupfer@odebateon.com.br

Paulo Freire

O mais célebre educador brasileiro, autor da pedagogia do oprimido, defendia como objetivo da escola ensinar o aluno a 'ler o mundo' para poder transformá-lo

 
Foto: Wikimedia
Foto: O escritor e educador em janeiro de 1992
O escritor e educador em janeiro de 1977                                 
 
 Frases de Paulo Freire:
"Não é possível pensar em linguagem sem ideologia e sem poder"
"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda"


Conheça mais sobre Paulo Freire acessando: http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/paulo-freire-300776.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_educar&utm_content=birth&












 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Royalties - Macaé

Royalties rendem a Macaé R$ 38 milhões em repasse

Valor pago ontem pela ANP registra aumento em R$ 2 milhões em relação a agosto

Em 21/09/2012 às 14h11

Confirmando as expectativas das autoridades responsáveis pela tributação do município, os royalties gerados pela exploração e produção de petróleo na Bacia de Campos renderam ontem a Macaé R$ 38 milhões, R$ 2 milhões a mais que os recursos liberados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) ao município no mês passado.

Liberada ontem, a quantia representa a recuperação das atividades da exploração e produção de petróleo na Bacia de Campos após o processo de manutenção de algumas unidades que operam em nome da Petrobras.

De acordo com a ANP, Macaé recebeu exatos R$ 37.908.004,20, dos quais R$ 26.447.303,86 foram repassados ao município como benefício da Lei 7.990/89, a Lei do Petróleo, que institui a compensação financeira pelo resultado da exploração de petróleo ou gás natural.

Já R$ 8.460.700,34 são referentes à Lei 9.478/97, que define o marco regulatório da partilha dos royalties que está em vigor.

Apesar de já demonstrar a elevação nos recursos gerados pela exploração do petróleo, a parcela deste mês ainda não alcançou a média registrada pelo município nos primeiros meses do ano, cerca de R$ 40 milhões, valor que deverá ser retomado em outubro.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Acabou a Pizza?

Após sete anos de espera, começou no dia 02 de agosto o julgamento do mensalão, o maior esquema de corrupção já descoberto no país. E para a surpresa de muitos, para não dizer de todos, até o momento a maioria dos 38 réus estão sendo condenados por pelos menos uma das várias acusações existentes.
Esse deverá ser o mais longo julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos seus 120 de existência, além do mais importante. Muitos queriam que ele fosse adiado, entre outros motivos por ser um ano de eleição. O ministro Gilmar Mendes inclusive acusou o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva de ter pedido o adiamento, mas Lula negou. Apesar de tudo, o julgamento começou e a previsão é que ele termine até o final do ano.
 
O Caso
Tudo começou em 2005 quando um ex-funcionário dos Correios, ligado ao ex-deputado Roberto Jefferson, foi filmado recebendo dinheiro de empresas interessadas em participar de uma licitação do governo. A imagem correu o país, mas o que veio depois a tornou apenas a ponta do iceberg do escândalo que apareceu.
Para não cair sozinho, Roberto Jefferson denunciou que a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) pagava R$ 30 mil mensais (daí o termo mensalão) para deputados votarem a favor de projetos do governo. A partir de então foi criada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios e todo o esquema foi sendo descoberto. O ex-deputado afirmou ainda que Lula tinha conhecimento, o então presidente negou e disse ter sido traído.
Segundo a Procuradoria-Geral da República o esquema possuía o núcleo político, o operacional e o financeiro. No primeiro estavam figurões da política, como o ex-presidente do PT, José Genoino, o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares e o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. O segundo núcleo foi o chamado Valerioduto, pois as empresas de Marcos Valério eram usadas para desviar o dinheiro público. Já no terceiro o Banco Rural dava suporte ao esquema com empréstimos e outras transações fraudulentas.
Julgamento
Dos 40 acusados inicialmente em 2007, quando o processo chegou ao STF, dois foram excluídos por falta de provas, o secretário de comunicação Luiz Gushiken e o ex-tesoureiro do PT Antônio Lamas; o outro tesoureiro, Silvio Pereira, fez um acordo com o Ministério Público para prestar serviços a comunidade e o ex-deputado José Janane morreu em 2010.
No total, são sete acusações existentes: formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, peculato, gestão fraudulenta e evasão de divisas. Após a primeira fase de defesa dos réus o julgamento foi divido em sete partes, de acordo com o grupo de pessoas envolvidas em cada uma delas. Três etapas já foram julgadas e até agora apenas duas pessoas foram absolvidas.
Quando todas as partes forem julgadas serão definidas as penas para cada um dos condenados. No entanto se forem aplicadas penas mínimas para alguns crimes, como formação de quadrilha, esses já poderão estar prescritos. Além disso, há a possibilidade dos advogados de defesa fazerem embargos de declaração - uma espécie de recurso -, mas isso não costuma alterar as decisões já tomadas.
 
Veredito
Todos os meios de comunicação estão acompanhando tudo de perto e muitas pessoas acreditam que isso pode influenciar positivamente no resultado do julgamento. Até o momento os resultados são satisfatórios para a opinião pública, mas será que os réus mais conhecidos, por na época serem políticos, também serão condenados?
Será que o velho ditado “A Justiça tarda mais não falha” poderá ser aplicado para esse caso ou será que as condenações serão apenas para os “peixes pequenos”? O que nos resta é esperar as cenas dos próximos capítulos para saber se nós brasileiros sentiremos mais uma vez um gostinho de pizza ou se teremos a sensação de justiça.